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Calculadora de tensao admissivel aco e concreto

Calcula tensao admissivel para barras de aco e concreto a partir da resistencia caracteristica e coeficiente de seguranca.

Tensão admissível para aço e concreto

A tensão admissível nada mais é do que a resistência característica do material dividida por um coeficiente de segurança: σ_adm = f / FS. Pegue o aço brasileiro CA-50, cuja tensão de escoamento é fy = 500 MPa. Com FS ≈ 2,3, a tensão admissível à tração fica perto de 215 MPa. O concreto C25 segue a mesma lógica: fck = 25 MPa leva a uma tensão admissível à compressão de cerca de 18 MPa, enquanto a tração costuma ser desprezada de saída. Os coeficientes parciais de segurança que sustentam o dimensionamento moderno por estados-limite vêm de duas normas, a NBR 6118 para concreto e a NBR 8800 para aço.

Aplicações

Aparece no dimensionamento estrutural de vigas, pilares e lajes. Serve bem em projetos preliminares, quando você quer uma verificação rápida antes de partir para a análise detalhada. E entra também na conferência dos limites normativos da ABNT em laudos técnicos e ART/RRT.

Perguntas frequentes

Tensão admissível ou estados-limite? Hoje a NBR 6118 opera por estados-limite (ELU/ELS), aplicando coeficientes parciais tanto às cargas quanto às resistências. O método das tensões admissíveis, mais antigo, não morreu — segue útil como verificação rápida.

Por que desprezar a tração no concreto? A resistência à tração do concreto gira em torno de 10% da resistência à compressão, oscila bastante de uma concretagem para outra e some assim que a peça fissura. Por isso o projeto deixa toda a tração por conta da armadura.

Qual FS adotar? Os números mais comuns são 1,15 para o escoamento do aço (ELU) e 1,4 para a compressão do concreto. No método simplificado das tensões admissíveis, costuma-se ficar entre 2,0 e 2,5.

Ferramentas Relacionadas

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Tensão na Borda por Protensão

Calcula a tensão normal em uma fibra extrema de uma seção de concreto protendido, σ = P/A + (P·e)/W, a partir da força de protensão P (MN), da área da seção A (m²), da excentricidade do cabo e (m) e do módulo de resistência da seção W (m³). O concreto protendido é uma das maiores invenções da engenharia estrutural do século XX: cabos de aço de alta resistência são tracionados (protendidos) e ancorados na peça, COMPRIMINDO o concreto antes mesmo de ele receber as cargas de serviço. Como o concreto é forte na compressão mas fraco na tração, essa pré-compressão 'cancela' as trações que as cargas externas causariam, permitindo vencer vãos muito maiores e usar peças mais esbeltas que no concreto armado convencional. O cabo é colocado com EXCENTRICIDADE (abaixo do centroide), de modo que a protensão gera não só uma compressão uniforme (P/A) mas também um momento (P·e) que produz tensões opostas às do carregamento — comprimindo justamente a fibra que tenderia a tracionar. Esta fórmula calcula a tensão resultante numa borda, somando a compressão axial à flexão da protensão; o projeto verifica que as tensões fiquem dentro dos limites em todas as fases (na protensão, vazia, e em serviço, carregada). Informe a força de protensão, a área, a excentricidade e o módulo de resistência.

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Calculadora de area de aco em viga de concreto

Estimativa simplificada da area de aco longitudinal necessaria em viga retangular de concreto armado.

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Tensão Admissível de Vaso (ASME)

Calcula a tensão admissível de projeto de um material de vaso de pressão pelo critério ASME, S = σ_rup ÷ n, a partir da resistência à tração mínima do material σ_rup (MPa) e do fator de segurança n (3,5 na edição atual da ASME VIII Div. 1 para a resistência à tração). A tensão admissível S é a tensão MÁXIMA que se permite no material do vaso em serviço, e é a base de todos os cálculos de espessura e de MAWP — ela embute a margem de segurança contra a falha. O código ASME determina a tensão admissível como a MENOR entre vários critérios: uma fração da resistência à TRAÇÃO (σ_rup/3,5 na edição atual — antes era /4,0, reduzido com o avanço dos materiais e da inspeção), uma fração do limite de ESCOAMENTO (2/3 de σ_esc), e, em altas temperaturas, critérios baseados na FLUÊNCIA e na ruptura por fluência (pois em alta temperatura o material deforma lentamente sob carga constante). Para cada material e temperatura, o código TABELA o valor de S — esta fórmula mostra o critério da resistência à tração, frequentemente o governante em temperaturas moderadas. Usar a tensão admissível correta (do código, para o material e a temperatura certos) é absolutamente essencial: ela é a margem de segurança que protege contra a explosão do vaso. Informe a resistência à tração e o fator de segurança.

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Perda por Relaxação da Armadura

Calcula a perda de protensão por relaxação do aço, Δσ = (ψ/100)·σ_pi, a partir do coeficiente de relaxação ψ (% da tensão inicial) e da tensão inicial na armadura σ_pi (MPa). A relaxação é um fenômeno do AÇO análogo à fluência do concreto: quando um fio ou cordoalha de aço é mantido sob tração CONSTANTE (alongamento fixo, como num cabo protendido ancorado), sua tensão DIMINUI lentamente ao longo do tempo, mesmo sem variação de comprimento. É como se o aço 'cedesse' microscopicamente sob a carga prolongada, perdendo parte de sua tração. A relaxação depende do tipo de aço (os aços de RELAXAÇÃO BAIXA — RB —, tratados termomecanicamente, relaxam muito menos, ~2,5% em 1000h a 0,7·fptk, que os de relaxação normal — RN —, ~12%), do nível de tensão inicial (quanto maior, maior a relaxação) e da temperatura. O coeficiente ψ é tabelado em função desses fatores e do tempo. A relaxação é uma das perdas DIFERIDAS (ao longo do tempo) da protensão, junto com a retração e a fluência do concreto, e o projeto soma todas para obter a perda total e a força de protensão final efetiva. Informe o coeficiente de relaxação e a tensão inicial na armadura.

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Tensão de Cabo em Içamento Acelerado

Calcula a tração dinâmica em um cabo durante o içamento de uma carga com aceleração, T = W·(1 + a/g), a partir do peso da carga W (N), da aceleração vertical do içamento a (m/s²) e da gravidade g. Quando uma carga é levantada com ACELERAÇÃO (no arranque do içamento, ao acelerar a subida), o cabo precisa fornecer não só a força para sustentar o peso (W), mas TAMBÉM a força para acelerar a massa para cima — pela segunda lei de Newton, a tração total é o peso vezes o fator (1 + a/g). Isso significa que a tração DINÂMICA é MAIOR que o peso estático: uma aceleração de g/2 (5 m/s²) aumenta a tração em 50%! É por isso que içamentos BRUSCOS (arranque rápido, ou pior, içar uma carga já em movimento ou parar bruscamente) geram SOBRECARGAS dinâmicas perigosas no cabo, que podem rompê-lo mesmo com a carga estática dentro da capacidade. O fenômeno é ainda pior em PARADAS bruscas e em cargas que 'arrancam do chão' (a folga do cabo é eliminada de repente, gerando um impacto). Por isso operadores experientes içam SUAVEMENTE (aceleração baixa), e os fatores de segurança dos cabos (5 ou mais) existem justamente para cobrir essas sobrecargas dinâmicas inevitáveis. Este cálculo quantifica o aumento da tração devido à aceleração, essencial na análise de segurança de içamentos dinâmicos. Informe o peso da carga e a aceleração do içamento.

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Tensão Inicial de Protensão

Calcula a tensão inicial admissível na armadura de protensão, σ_pi = coef·f_ptk, a partir do coeficiente normativo (fração da resistência) e da resistência característica à ruptura do aço f_ptk (MPa). O aço de protensão é tracionado a uma tensão MUITO ALTA — uma fração significativa de sua resistência à ruptura —, o que é possível porque são aços de ALTA RESISTÊNCIA (cordoalhas com f_ptk de 1900 MPa, contra ~500 MPa do aço de concreto armado comum). Mas há um LIMITE para a tensão inicial, prescrito por norma para garantir segurança e limitar a relaxação: tipicamente a menor entre cerca de 0,74·f_ptk e 0,82·f_pyk (resistência ao escoamento) para aços de relaxação baixa na pré-tração, com valores ligeiramente diferentes para pós-tração e para o instante após a ancoragem. Aplicar uma tensão inicial alta é DESEJÁVEL (mais protensão efetiva, menos aço necessário), mas o limite normativo impede tracionar o aço perto demais do escoamento (o que reduziria a margem de segurança e aumentaria muito a relaxação). Este cálculo dá a tensão de tracionamento que o macaco deve aplicar (antes das perdas), ponto de partida de todo o dimensionamento da protensão. Informe o coeficiente normativo e a resistência característica do aço.

Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.