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Velocidade de Saltação em Transporte Pneumático (Rizk)

Calcula a velocidade de saltação em transporte pneumático de fase diluída pela correlação de Rizk, V_s = √(g·D)·(μ·10^(1440·d_p + 1,96))^(1/(1100·d_p + 2,5)), com o diâmetro do duto D e o diâmetro da partícula d_p em metros e μ a razão de carga sólidos/gás em kg de sólido por kg de ar. Abaixo dessa velocidade as partículas param de ser arrastadas em suspensão e começam a se depositar no fundo do duto horizontal, formando uma duna que estrangula a seção até entupir a linha — por isso ela é o limite INFERIOR de projeto, sobre o qual se aplica uma margem típica de 20 a 50 %. Como o termo entre parênteses é adimensional, a velocidade escala exatamente com √(g·D), o que dá duas leituras práticas: dobrar o diâmetro do duto exige apenas 41 % mais velocidade, mas triplicar a carga de sólidos de 10 para 30 sobe a exigência de 15,9 para 22,9 m/s, porque a carga entra elevada a um expoente. Informe o diâmetro do duto, o diâmetro da partícula e a razão de carga.

Resultado

Velocidade de saltação em transporte pneumático (Rizk)

Numa linha de fase diluída existe uma velocidade de ar abaixo da qual as partículas param de viajar em suspensão e passam a se acumular no fundo do trecho horizontal. A duna que se forma estrangula a seção, a perda de carga dispara e a linha entope — quase sempre com o silo cheio e a produção parada. Quem dimensiona o soprador precisa desse limite antes de fechar a vazão de ar: ele é o piso da velocidade de transporte, sobre o qual se aplica a margem de projeto. A correlação de Rizk é a estimativa mais usada para duto horizontal, e é ela que esta página resolve, a partir do diâmetro do duto, do tamanho médio de partícula e da razão de carga.

A correlação é V_s = √(g·D)·(μ·10^(1440·d_p + 1,96))^(1/(1100·d_p + 2,5)), com D e d_p em metros dentro da expressão e μ em kg de sólido por kg de ar. O primeiro fator é a velocidade de referência √(g·D); o colchete, adimensional, corrige pelo tamanho da partícula e pela carga. Com os valores padrão — duto de 0,1 m, partícula de 0,5 mm e μ = 10 — a saída é 15,94 m/s, que corresponde a um número de Froude de saltação de 16,1, dentro da faixa de 10 a 20 relatada para granulares em dutos de 100 mm. Triplicar a carga para μ = 30 leva a 22,85 m/s; dobrar o duto para 0,2 m leva a 22,54 m/s, exatamente √2 vezes o valor original.

Rizk ajustou a correlação a granulares plásticos, e daí vem a limitação que mais pesa: não há termo de densidade do sólido. Cimento, alumina e poliestireno de mesmo diâmetro recebem a mesma resposta, o que é fisicamente falso — para material denso ou abrasivo, tome o valor como primeira estimativa e confronte com outra correlação de saltação. Ela vale para fase diluída em trecho horizontal: trecho vertical tem outro fenômeno limitante, o afogamento, e curva pede margem própria. O d_p é um diâmetro médio, então distribuição granulométrica larga, pó coesivo ou partícula fibrosa saem da hipótese. A página não calcula perda de carga nem potência de soprador.

Perguntas frequentes

O diâmetro da partícula entra em milímetro ou em metro?
Em milímetro, no campo da página; a conversão para metro, unidade em que os coeficientes 1440 e 1100 foram ajustados, acontece internamente. Isso importa: digitar 0,0005 achando que o campo é em metro devolve 15,13 m/s em vez de 15,94 m/s, um número plausível, que não dispara erro nenhum e passa despercebido na conferência.
Posso usar a velocidade de saltação como velocidade de projeto?
Não. Ela é o piso, o ponto em que a deposição começa. A prática é acrescentar de 20 a 50 % e verificar se o resultado cai na faixa usual de 15 a 25 m/s da fase diluída: os 15,94 m/s do exemplo viram algo entre 19 e 24 m/s de projeto. Exagerar na margem tem custo — acelera o desgaste das curvas e quebra o grão.
A correlação de Rizk serve para qualquer material?
Não com a mesma confiança. A expressão ignora densidade, forma e coesividade da partícula, porque foi ajustada a granulares plásticos em dutos pequenos; material denso, fibroso ou pegajoso fica fora da faixa de ajuste. Use o número como ordem de grandeza, compare com outra correlação e, em linha crítica, com dado medido de planta semelhante.

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