Índice de Calor (Heat Index)
Calcula o índice de calor a partir de temperatura (°C) e umidade relativa (NOAA, válido para T ≥ 27°C).
Heat Index ≈ — °C
Índice de calor: como temperatura e umidade se combinam
O índice de calor combina temperatura do ar e umidade relativa para estimar a temperatura "sentida" em dias quentes, já que o ar úmido reduz a evaporação do suor e prejudica o resfriamento do corpo. A fórmula do NWS (regressão de Rothfusz) é um polinômio multinomial em T (°F) e UR (%); uma aproximação mais simples, para T > 27 °C e UR > 40%, é HI ≈ T + 0,5·(T − 26)·(UR − 40)/100. Exemplo: 30 °C com UR = 80% dá sensação ~35 °C. Faixas de risco: cautela acima de 27 °C, cautela extrema acima de 32 °C, perigo acima de 40 °C e perigo extremo acima de 54 °C — insolação pode ocorrer em minutos. A NR-15 (Anexo 3) brasileira usa o IBUTG para avaliar a carga térmica ocupacional.
Aplicações
Previsão do tempo e alertas de onda de calor, segurança em eventos esportivos (corridas de rua e jogos podem ser remarcados com HI alto), saúde pública (idosos, crianças e atletas são os mais vulneráveis), saúde ocupacional (ciclos de trabalho-pausa e hidratação) e planejamento de aulas de educação física no verão.
Perguntas frequentes
Por que a umidade piora o calor? Porque o suor só esfria o corpo ao evaporar. Em ar úmido, já carregado de vapor d'água, a evaporação fica lenta e o calor corporal se acumula.
O índice vale na sombra? Sim — a fórmula pressupõe sombra e vento fraco. Sol direto pode somar de 5 a 8 °C à sensação.
Índice de calor ou IBUTG para trabalho? O IBUTG (usado na NR-15) é mais completo porque considera também calor radiante e vento, mas o índice de calor é mais simples e atende bem aos alertas públicos do dia a dia.
Ferramentas Relacionadas
Índice de Grupo do Solo (HRB/AASHTO)
Calcula o índice de grupo da classificação HRB/AASHTO M 145, aquele número entre parênteses que acompanha a sigla do solo no relatório de sondagem: IG = 0,2a + 0,005ac + 0,01bd, em que a e b saem da porcentagem que passa na peneira nº 200 e c e d saem do limite de liquidez e do índice de plasticidade. Cada parcela entra truncada — a e b de 0 a 40, c e d de 0 a 20 — e o resultado é arredondado para inteiro e nunca fica negativo, o que faz o índice variar de 0 a 20. Quanto maior o índice de grupo, pior o solo como subleito: 0 aponta material granular limpo e bem comportado, valores acima de 12 apontam argila plástica que só serve depois de substituída ou estabilizada, e é esse número que entra nos ábacos de espessura de pavimento. Foi adotada a fórmula completa, com as duas parcelas; para os subgrupos A-2-6 e A-2-7 a norma manda usar apenas a parcela 0,01bd, e o resultado é o mesmo: todo solo A-2 tem no máximo 35% passando na peneira nº 200, que é justamente onde a parcela a zera, então as duas primeiras parcelas somem sozinhas. Informe a porcentagem que passa na peneira nº 200, o limite de liquidez e o índice de plasticidade.
Índice de Densidade de Sedimentos (SDI)
Calcula o índice de densidade de sedimentos da ASTM D4189, o ensaio que mede o potencial de colmatação da água de alimentação de uma membrana de osmose reversa: filtra-se a amostra por membrana de 0,45 µm a 207 kPa, cronometra-se o tempo para coletar 500 mL no início e de novo ao fim do ensaio, e o índice é o percentual de perda de vazão dividido pela duração. A expressão é SDI = (1 − tempo inicial ÷ tempo final) × 100 ÷ duração, e o número traduz o quanto o filtro entupiu por minuto de ensaio: fabricantes de membrana costumam exigir menos de 5 para elemento em espiral e menos de 3 para garantia estendida, e água acima disso obriga a reforçar coagulação ou filtração a montante. O ensaio só vale se a perda de vazão ficar abaixo de 75%; se o filtro entupir antes, refaça com duração menor. Foi adotada a duração como entrada em vez de fixar 15 minutos, que é o padrão da norma, justamente porque água ruim exige repetir em 10 ou 5 minutos — resultados de durações diferentes não são comparáveis entre si, e por isso o valor é anotado como SDI₁₅, SDI₁₀ ou SDI₅. Informe o tempo inicial, o tempo final e a duração do ensaio.
Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para Bovinos
Calcula o índice de temperatura e umidade (ITU) usado para medir estresse térmico em bovinos, na forma métrica da fórmula do NRC de 1971, a partir da temperatura do ar e da umidade relativa. Abaixo de 72 o animal está em conforto; de 72 a 78 é alerta, de 79 a 88 é perigo e acima de 88 é emergência. Informe temperatura e umidade relativa.
IBUTG (Índice de Calor Ocupacional)
Calcula o IBUTG (índice de bulbo úmido termômetro de globo) para ambientes internos sem carga solar, IBUTG = 0,7·t_bn + 0,3·t_g, a partir da temperatura de bulbo úmido natural t_bn e da temperatura de globo t_g (°C). O resultado, em °C, é o índice de sobrecarga térmica usado pela NR-15 (Anexo 3) para avaliar a exposição ao calor: comparado aos limites de tolerância segundo a taxa metabólica da atividade, define o regime de trabalho-descanso permitido. Para ambientes com carga solar, inclui-se a temperatura de bulbo seco. Informe as temperaturas de bulbo úmido natural e de globo.
Índice de Velocidade de Emergência (Maguire)
Calcula o índice de velocidade de emergência de plântulas pela fórmula de Maguire (1962), o teste de vigor mais usado em laboratório de análise de sementes. O índice soma, sobre cada data de contagem, o número de plântulas que emergiram naquele dia dividido pelo número de dias desde a semeadura: IVE = n1÷t1 + n2÷t2 + n3÷t3. Como as emergências precoces entram na soma divididas por um número menor, o índice premia o lote que emerge rápido e uniforme — dois lotes podem terminar com a mesma porcentagem final de emergência e ter IVE muito diferente, e é essa diferença que prevê o desempenho em campo. A convenção adotada é a original de Maguire: cada contagem recebe as plântulas NOVAS daquele dia, não o acumulado; usar o acumulado infla o índice porque conta a mesma plântula várias vezes. Esta versão trabalha com três datas de contagem. Informe o número de plântulas novas e o dia de cada uma das três contagens.
Índice de Densidade do Povoamento (Reineke)
Calcula o índice de densidade do povoamento de Reineke, SDI = número de árvores por hectare × (diâmetro médio quadrático ÷ 25)^1,605, que expressa a lotação de um povoamento florestal como o número equivalente de árvores por hectare que ele teria se todas medissem 25 cm de DAP — as 10 polegadas do trabalho original de 1933, arredondadas na versão métrica. O expoente 1,605 é a inclinação da reta de autodesbaste que Reineke ajustou empiricamente, e é justamente ele que torna o índice quase independente da idade e da qualidade do sítio, ao contrário da contagem simples de árvores por hectare. O número serve para decidir desbaste comparando-o com o SDI máximo da espécie, que para a maioria fica entre 1.000 e 1.200: a mortalidade por competição costuma começar por volta de 55% a 60% do máximo, e a faixa de manejo recomendada vai de 35% a 55%. No exemplo, 559 contra um máximo de 1.100 dá cerca de 51%, ou seja, o povoamento ainda está abaixo do limiar de autodesbaste, mas já no topo da faixa de manejo. Informe o número de árvores por hectare e o diâmetro médio quadrático.
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