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Índice de Velocidade de Emergência (Maguire)

Calcula o índice de velocidade de emergência de plântulas pela fórmula de Maguire (1962), o teste de vigor mais usado em laboratório de análise de sementes. O índice soma, sobre cada data de contagem, o número de plântulas que emergiram naquele dia dividido pelo número de dias desde a semeadura: IVE = n1÷t1 + n2÷t2 + n3÷t3. Como as emergências precoces entram na soma divididas por um número menor, o índice premia o lote que emerge rápido e uniforme — dois lotes podem terminar com a mesma porcentagem final de emergência e ter IVE muito diferente, e é essa diferença que prevê o desempenho em campo. A convenção adotada é a original de Maguire: cada contagem recebe as plântulas NOVAS daquele dia, não o acumulado; usar o acumulado infla o índice porque conta a mesma plântula várias vezes. Esta versão trabalha com três datas de contagem. Informe o número de plântulas novas e o dia de cada uma das três contagens.

Resultado

IVE de Maguire: quanto vale a pressa de um lote de sementes

Dois lotes terminam o teste com 90% de emergência e ainda assim se comportam de modo bem diferente no campo. A porcentagem final satura: ela não distingue o lote que emergiu inteiro em cinco dias daquele que arrastou a emergência por duas semanas, e é essa demora que expõe a plântula a crosta superficial, a fungo de solo e a competição com planta daninha. O analista de laboratório e o pesquisador de melhoramento precisam de um número que capture a velocidade, e o índice de Maguire cumpre esse papel desde 1962.

A conta é uma soma simples: IVE = n1÷t1 + n2÷t2 + n3÷t3, em que cada n é a quantidade de plântulas novas contadas naquela data e cada t o número de dias desde a semeadura. Com os valores da tela — 12 plântulas no quinto dia, 25 no sétimo e 8 no décimo — as parcelas valem 2,400, 3,571 e 0,800, e o índice fecha em 6,771. Repare no efeito do divisor: as 25 plântulas do sétimo dia pesam mais do que as 45 pesariam se tivessem aparecido juntas no décimo. Seguimos a convenção original de Maguire, de contagem nova; lançar o acumulado devolve 12,186 nos mesmos dados, quase o dobro.

O índice não é normalizado pelo número de sementes semeadas, então ele só compara tratamentos dentro do mesmo experimento e com o mesmo número de sementes por repetição — a Regra para Análise de Sementes costuma trabalhar com 50 sementes em quatro repetições. Ele também depende da frequência de contagem: quem conta todo dia obtém valor diferente de quem conta dia sim, dia não, com sementes idênticas. A unidade é plântula por dia, nunca adimensional. E como velocidade e total ficam misturados no mesmo número, relate-o ao lado da porcentagem final e do tempo médio de emergência.

Perguntas frequentes

Coloco a contagem nova ou a acumulada de cada data?
A nova, ou seja, apenas as plântulas que emergiram desde a contagem anterior. Foi assim que Maguire definiu o índice em 1962, e a diferença é grande: os valores de exemplo, 12, 25 e 8 plântulas novas, dão 6,771, enquanto os acumulados 12, 37 e 45 devolvem 12,186. O acumulado infla o resultado porque conta a mesma plântula de novo em cada data seguinte. A maioria das planilhas de campo registra o total corrido, então vale conferir e subtrair antes de digitar os números aqui.
Fiz seis contagens e a tela só aceita três datas.
Como o índice é uma soma pura de parcelas independentes, rode em duas etapas: calcule com as três primeiras datas, anote o resultado, calcule com as três últimas e some os dois valores. O total é idêntico ao que uma fórmula de seis termos produziria. O mesmo truque resolve o caso oposto: com apenas duas datas de contagem, preencha a terceira com zero plântulas e qualquer número de dias maior que zero, já que zero dividido por qualquer coisa não altera a soma.
6,771 é um índice alto?
Sozinho, não diz nada. O valor depende de quantas sementes foram semeadas e de quantas vezes você contou, então ele só ganha sentido ao lado do controle e dos demais tratamentos do mesmo experimento, medidos do mesmo jeito. No exemplo, 45 plântulas de um total provável de 50 emergiram entre o quinto e o décimo dia, com pico no sétimo, o que caracteriza lote bom. Se essas mesmas 45 tivessem emergido três dias depois, o índice cairia para cerca de 4,6 com a mesma porcentagem final.

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Taxa Assimilatória Líquida (Fórmula de Gregory)

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Valor Cultural de Semente

Calcula o valor cultural de um lote de sementes, VC = pureza × germinação ÷ 100, com os dois percentuais saídos do boletim de análise do laboratório. O resultado é a porcentagem do peso do lote que é semente pura e viva, ou seja, o que de fato vai virar planta: um lote com 98,5% de pureza e 92% de germinação entrega 90,6% de semente útil, e os 9,4% restantes são impurezas e sementes mortas pelos quais se está pagando. É a base para corrigir a taxa de semeadura (kg/ha desejados ÷ VC × 100) e para comparar preços entre lotes de qualidade diferente; o equivalente em inglês é o pure live seed (PLS). Informe a pureza física e o poder germinativo.

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Taxa de Crescimento de Cultura (CGR)

Calcula a taxa de crescimento de cultura, CGR = (W₂ − W₁) ÷ (Δt × A), o ganho de matéria seca do dossel por unidade de área de solo e por dia entre duas amostragens destrutivas. Diferente da taxa de crescimento relativo, que mede a eficiência por grama de planta já existente, a CGR mede a produtividade do TERRENO — é ela que se compara entre espaçamentos, densidades de semeadura e níveis de adubação, porque responde quanta biomassa cada metro quadrado de lavoura produz por dia. Valores de pico em culturas C4 bem manejadas ficam na casa de 20 a 30 g/(m²·dia), e a integral da curva de CGR ao longo do ciclo é a produção biológica total. Informe as massas secas inicial e final, o intervalo entre as amostragens e a área de solo amostrada.

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Índice de Densidade do Povoamento (Reineke)

Calcula o índice de densidade do povoamento de Reineke, SDI = número de árvores por hectare × (diâmetro médio quadrático ÷ 25)^1,605, que expressa a lotação de um povoamento florestal como o número equivalente de árvores por hectare que ele teria se todas medissem 25 cm de DAP — as 10 polegadas do trabalho original de 1933, arredondadas na versão métrica. O expoente 1,605 é a inclinação da reta de autodesbaste que Reineke ajustou empiricamente, e é justamente ele que torna o índice quase independente da idade e da qualidade do sítio, ao contrário da contagem simples de árvores por hectare. O número serve para decidir desbaste comparando-o com o SDI máximo da espécie, que para a maioria fica entre 1.000 e 1.200: a mortalidade por competição costuma começar por volta de 55% a 60% do máximo, e a faixa de manejo recomendada vai de 35% a 55%. No exemplo, 559 contra um máximo de 1.100 dá cerca de 51%, ou seja, o povoamento ainda está abaixo do limiar de autodesbaste, mas já no topo da faixa de manejo. Informe o número de árvores por hectare e o diâmetro médio quadrático.

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Índice de Calor (Heat Index)

Calcula o índice de calor a partir de temperatura (°C) e umidade relativa (NOAA, válido para T ≥ 27°C).

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Índice de Larson-Skold (Corrosividade da Água)

Calcula o índice de Larson-Skold, a razão entre os ânions agressivos e os protetores de uma água: soma de cloreto e sulfato dividida pela alcalinidade, tudo convertido para miliequivalentes por litro com os pesos equivalentes 35,45 para cloreto, 48,03 para sulfato e 50,04 para a alcalinidade expressa em CaCO₃. A leitura é direta: abaixo de 0,8 a alcalinidade domina e o filme de carbonato protege o aço carbono; entre 0,8 e 1,2 a corrosão deixa de ser desprezível; acima de 1,2 cloreto e sulfato rompem o filme e a taxa de corrosão localizada dispara, cenário típico de água de reposição de torre de resfriamento operando com muitos ciclos de concentração. Ao contrário do índice de Langelier, este não diz se a água incrusta — ele mede só o poder corrosivo dos ânions, e por isso as duas leituras se complementam em vez de competir. Foi adotada a alcalinidade total como entrada, em vez de bicarbonato e carbonato separados, porque é isso que o laboratório de rotina reporta, e a conversão pelo equivalente do CaCO₃ devolve exatamente a soma dos dois em miliequivalentes por litro. Informe o cloreto, o sulfato e a alcalinidade total.

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