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Gerador de Chave NFe

Gere chaves de acesso de NFe estruturalmente válidas para testes de software (44 dígitos com DV mod-11). Apenas para ambiente de testes.

Apenas para testes. O uso de chaves NFe falsas em ambiente de produção é vedado pela legislação.

Como a chave é gerada?

Cada parte da chave segue o layout oficial. A ferramenta calcula os campos cNF (código aleatório) e DV. O resultado é estruturalmente válido e passa nas validações de checksum, mas não corresponde a nenhuma NF-e real autorizada pela SEFAZ.

Para o dígito verificador, aplica-se módulo 11 com pesos cíclicos de 2 a 9 sobre os 43 primeiros dígitos.

A geração acontece no seu navegador. Use somente em ambientes de homologação e teste.

Chave de acesso da NF-e: estrutura completa e validacao

A chave de acesso e o identificador unico de 44 digitos atribuido a cada documento fiscal eletronico emitido no Brasil — em particular a NF-e (Nota Fiscal Eletronica, modelo 55), a NFC-e (modelo 65, voltada ao consumidor final), o CT-e (modelo 57, transporte) e o MDF-e (modelo 58, manifesto eletronico). A chave e gerada pelo emissor, incorporada ao XML assinado com certificado digital ICP-Brasil, enviada para autorizacao da SEFAZ e impressa na DANFE em formato numerico e em codigo de barras Code 128.

O layout da chave esta definido pelo Ajuste SINIEF 07/2005 e por seus aditivos, publicados pelo CONFAZ. Apos a autorizacao, a chave permite a consulta publica no Portal Nacional da NF-e (portalnfe.fazenda.gov.br) e nos portais estaduais — qualquer pessoa pode verificar autenticidade e situacao do documento informando apenas a chave.

Uma chave sintaticamente valida (com digito verificador correto) nao garante a existencia do documento fiscal correspondente — apenas a consulta a SEFAZ confirma se o XML foi efetivamente autorizado, cancelado, denegado, inutilizado ou rejeitado. Este gerador serve apenas para fins de desenvolvimento, integracao de sistemas, testes de homologacao e documentacao tecnica.

Estrutura dos 44 digitos

A chave e lida da esquerda para a direita, sem separadores, em campos de tamanho fixo:

cUF  AAMM  CNPJ           mod  serie  nNF        tpEmis  cNF       cDV
 2    4    14              2    3      9          1       8         1   = 44
  • cUF (2) — codigo IBGE da UF do emissor (SP = 35, RJ = 33, MG = 31, RS = 43).
  • AAMM (4) — dois digitos do ano + dois digitos do mes de emissao (ex: 2605 para maio/2026).
  • CNPJ (14) — CNPJ do emitente, sem formatacao, com zeros a esquerda.
  • mod (2) — modelo do documento: 55 NF-e, 65 NFC-e, 57 CT-e, 58 MDF-e.
  • serie (3) — serie fiscal do documento, 0-999.
  • nNF (9) — numero sequencial do documento dentro da serie, 1 a 999.999.999.
  • tpEmis (1) — tipo de emissao: 1 normal, 2 contingencia FS, 3 SCAN, 4 DPEC, 5 FS-DA, 6 SVC-AN, 7 SVC-RS, 9 NFC-e offline.
  • cNF (8) — codigo numerico aleatorio escolhido pelo emitente (evita enumeracao das chaves no portal publico).
  • cDV (1) — digito verificador calculado por modulo 11 sobre os 43 digitos anteriores.

Calculo do digito verificador (modulo 11)

O cDV e obtido multiplicando cada um dos 43 digitos por um peso ciclico na sequencia 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 2, 3, ... (da direita para a esquerda), somando os produtos e calculando o resto da divisao por 11. Se o resto for 0 ou 1, o DV e 0; caso contrario, e 11 menos o resto:

function chaveNfeDV(chave43) {
  let soma = 0;
  let peso = 2;
  for (let i = 42; i >= 0; i--) {
    soma += parseInt(chave43[i]) * peso;
    peso = peso === 9 ? 2 : peso + 1;
  }
  const mod = soma % 11;
  return (mod === 0 || mod === 1) ? 0 : (11 - mod);
}

NF-e (modelo 55) versus NFC-e (modelo 65)

A NF-e modelo 55 e o documento eletronico de uso geral para operacoes B2B (industria, atacado, varejo entre PJs), substituindo as antigas notas fiscais modelo 1 e 1A em papel. Deve ser autorizada pela SEFAZ antes da circulacao da mercadoria. A NFC-e modelo 65, instituida pelo Ajuste SINIEF 19/2016, substitui o Cupom Fiscal emitido pelos antigos ECFs e e usada por varejistas, restaurantes e supermercados para vendas a consumidor final. Sua DANFE e o pequeno cupom impresso em impressora termica, com QR Code que permite ao consumidor consultar o documento no portal estadual.

Do ponto de vista da chave de acesso, a unica diferenca entre modelos 55 e 65 e o campo mod. Operacionalmente, porem, os regimes divergem: a NFC-e admite emissao offline (tpEmis = 9) com sincronizacao posterior em ate 24 horas, possui contingencia propria e usa ambientes de autorizacao por UF.

Consulta publica e situacoes possiveis

Qualquer pessoa pode consultar uma NF-e pelo endereco https://www.nfe.fazenda.gov.br/portal/consulta.aspx, informando a chave de acesso de 44 digitos. O portal retorna o protocolo de autorizacao, a data, a situacao (autorizada, cancelada, denegada) e um resumo do documento. Sistemas integrados consultam o web service NfeConsultaProtocolo diretamente, mediante certificado digital ICP-Brasil A1 ou A3.

As situacoes possiveis para um documento sao:

  • Autorizada — XML aprovado e habil para circulacao.
  • Cancelada — cancelamento dentro do prazo legal (24 horas para NF-e, 30 minutos para NFC-e).
  • Denegada — autorizacao recusada por irregularidade fiscal do emitente ou destinatario.
  • Inutilizada — faixa de numeracao descartada pelo emitente para preservar a sequencia.
  • Rejeitada — validacao automatica reprovou o XML (erro de schema, regra de negocio, etc.).

Armadilhas comuns

  • Reutilizar tupla (cUF, CNPJ, mod, serie, nNF) gera rejeicao por duplicidade. A combinacao deve ser unica para sempre.
  • cUF incorreta — a chave sempre carrega a UF do emitente, nao do destinatario.
  • Falta de zeros a esquerda em CNPJ, serie ou numero — todos sao campos numericos de tamanho fixo.
  • Recalcular o cDV depois de editar manualmente qualquer dos 43 digitos — alterar um digito sem refazer o DV invalida a chave inteira.
  • Misturar ambientes: chaves de homologacao (tpAmb = 2 no XML, com destinatario "NF-E EMITIDA EM AMBIENTE DE HOMOLOGACAO - SEM VALOR FISCAL") e producao (tpAmb = 1) tem layout identico de chave, mas servem para finalidades diferentes.

Codigos IBGE de UF

Tabela dos codigos usados no campo cUF:

AC=12  AL=27  AP=16  AM=13  BA=29  CE=23  DF=53  ES=32  GO=52
MA=21  MT=51  MS=50  MG=31  PA=15  PB=25  PR=41  PE=26  PI=22
RJ=33  RN=24  RS=43  RO=11  RR=14  SC=42  SP=35  SE=28  TO=17

Perguntas frequentes

A chave gerada aqui vale como NF-e? Nao. A ferramenta produz uma chave numerica sintaticamente correta — com digito verificador valido — para uso em testes, integracoes e documentacao. Uma chave real so existe apos a autorizacao do XML correspondente pela SEFAZ.

Dois emitentes podem produzir a mesma chave? Na pratica, nao: a chave embute o CNPJ do emitente. A unica colisao possivel exigiria o mesmo CNPJ, modelo, serie, numero e mes de emissao — algo que, se ocorresse, ja indicaria um problema fiscal maior.

Por que existe o campo cNF aleatorio? O codigo numerico aleatorio evita ataques de enumeracao no portal publico de consulta — sem ele, seria trivial varrer todas as chaves possiveis para um dado emitente.

Como o QR Code da NFC-e se relaciona com a chave? O QR codifica uma URL que contem a chave de acesso e um hash gerado com o CSC (Codigo de Seguranca do Contribuinte). Ao escanear, o consumidor e direcionado ao portal estadual e visualiza a NFC-e em segundos.

Qual a diferenca entre chave de acesso e protocolo de autorizacao? A chave (44 digitos) identifica o documento; o protocolo de autorizacao (15 digitos) e o numero atribuido pela SEFAZ no momento da autorizacao, comprovando que aquele XML foi efetivamente aprovado.

Gere chaves de NF-e para testes

Testar um sistema fiscal pede chaves de acesso de NF-e válidas em estrutura, mas usar chaves reais é arriscado e fora de lugar. Este gerador cria chaves de 44 dígitos estruturalmente válidas, com o dígito verificador mod-11 correto, para popular ambientes de teste.

A chave gerada respeita o formato oficial (UF, data, CNPJ, modelo, série, número e dígito) e passa nas validações de estrutura, sem corresponder a nenhuma nota realmente emitida. Cai bem no desenvolvimento e na homologação de sistemas que processam documentos fiscais, já que dispensa o uso de dados verdadeiros.

As chaves saem do próprio navegador, sem consultar base alguma. Vale reforçar: são chaves fictícias para teste de software. Elas não representam notas reais nem servem para qualquer uso fiscal de verdade.

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