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Gerador de VIN (teste)

Gera Vehicle Identification Numbers (chassi) válidos pelo dígito verificador, para testes de cadastros automotivos.

VIN explicado: ISO 3779, o número de chassi de 17 caracteres

O VIN (Vehicle Identification Number) é a impressão digital de 17 caracteres estampada em todo veículo de via pública construído a partir de 1981, ano em que a Organização Internacional de Normalização formalizou a ISO 3779 e unificou dezenas de esquemas de numeração incompatíveis que as montadoras vinham usando até então. Antes do padrão, um Ford fabricado em Detroit e um Volkswagen montado em São Bernardo carregavam números que não significavam nada um para o outro; depois, qualquer fiscal, seguradora, despachante ou engenheiro de recall do planeta podia decodificar os primeiros nove caracteres e saber quem construiu o veículo, onde e o que era. Este gerador emite VINs falsos estruturalmente válidos para uso em sandbox e QA — nunca submeta um deles a uma cotação de seguro, registro de Detran ou consulta de recall em produção.

As 17 posições usam os dígitos 0-9 e as letras A-Z com três omissões deliberadas: I, O e Q são proibidas porque são visualmente indistinguíveis de 1, 0 e 0 numa placa estampada ou num parabrisa empoeirado. O número é dividido em três blocos: WMI, VDS e VIS.

WMI (posições 1-3): identificador mundial do fabricante

Os três primeiros caracteres identificam região, país e fabricante. O primeiro dígito sozinho já restringe o mundo a um continente:

  • 1-5 — América do Norte (1, 4, 5 = EUA; 2 = Canadá; 3 = México).
  • 6-7 — Oceania (6 = Austrália, 7 = Nova Zelândia).
  • 8-9 — América do Sul (Brasil, Argentina, Chile, Venezuela).
  • A-H — África.
  • J-R — Ásia (J = Japão, K = Coreia, L = China, M = Índia/Tailândia).
  • S-Z — Europa (S = Reino Unido/Alemanha, W = Alemanha, Y = Suécia/Finlândia, Z = Itália).

WMIs brasileiros comuns incluem 9BD (Fiat), 9BG (General Motors), 9BR (Hyundai HMB), 9BW (Volkswagen) e 9BF (Toyota). Fabricantes que produzem menos de 500 veículos por ano usam 9 no terceiro caractere e se identificam nas posições 12-14.

VDS (posições 4-9): descritor do veículo

Seis caracteres codificam modelo, carroceria, motor, retenção e freios — o mapeamento exato fica a critério de cada montadora. A posição 9 é especial: é o dígito verificador, calculado a partir dos outros 16 caracteres usando o vetor de pesos fixo 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 10, 0, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. As letras viram número (A=1, B=2, ..., I=9, J=1, K=2, ...), cada dígito é multiplicado pelo seu peso, somam-se os produtos e o resto da divisão por 11 é o DV (10 vira X). VINs norte-americanos exigem DV válido; muitos VINs europeus e asiáticos não. Um VIN que falha na verificação aritmética é quase sempre clonado ou transcrito errado.

VIS (posições 10-17): identificador da unidade

Os últimos oito caracteres carregam ano-modelo, código da planta e número de série:

  • Posição 10 — ano-modelo. Ciclo alfanumérico de 30 anos: 1980 = A, 1981 = B, ..., 2000 = Y, 2001 = 1, 2009 = 9, 2010 = A (ciclo reinicia), 2024 = R, 2025 = S, 2026 = T.
  • Posição 11 — planta de montagem. Código específico da montadora (por exemplo, a planta da GM Brasil em São José dos Campos usa G).
  • Posições 12-17 — serial. Número sequencial de produção, normalmente começando em 100001 para o primeiro veículo de um dado ano-modelo.

Onde encontrar o VIN e por que ele importa

O VIN aparece em pelo menos quatro lugares físicos: estampado na base do parabrisa do lado do motorista, no batente da porta, no bloco do motor e no documento do veículo. Seguradoras, serviços de recall como o NHTSA vPIC nos EUA, relatórios de histórico como Carfax e AutoCheck, e os registros do Detran (no Brasil também o RENAVAM) usam essa string como chave. Adulterar ou raspar um VIN é crime em praticamente todo país — no Brasil é o artigo 311 do Código Penal, com pena de três a seis anos de reclusão.

FAQ

Um VIN gerado aleatoriamente pode bater com um carro real? Combinatoriamente é possível — o espaço estruturado é grande, mas não astronômico depois que se fixam WMI e ano. Na prática a taxa de colisão é muito abaixo de 1 em 10 milhões, e um DV correto não certifica que o VIN exista em qualquer registro.

Posso usar um VIN falso para testar uma API de cotação de seguro? Apenas no ambiente sandbox do fornecedor. Endpoints de produção validam contra bancos reais e podem sinalizar sua conta por fraude se você submeter dados sintéticos.

O mesmo esquema vale para motos e caminhões? Sim — a ISO 3779 cobre motos, ciclomotores, caminhões, ônibus, reboques e até alguns equipamentos pesados fora de estrada. Só as codificações de WMI e VDS variam entre classes.

Por que I, O e Q são proibidas? Estampar um VIN no aço produz caracteres rasos e às vezes oxidados; as três letras banidas são lidas erroneamente como 1, 0 e 0 com facilidade, especialmente após anos de poeira e graxa.

Existe checksum para VINs fora dos EUA? O algoritmo de DV é idêntico no mundo todo, mas só Estados Unidos, Canadá e México exigem por lei que ele seja validado. VINs europeus e asiáticos costumam usar a posição 9 como caractere livre.

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