Validador de TLD
Verifica se uma string é um TLD (top-level domain) válido conhecido — cobre os principais cTLD (com, org, br, uk) e gTLDs novos (app, dev, io).
Validação de TLD: ICANN, IANA e a estrutura da zona-raiz
Um TLD (Top-Level Domain, domínio de topo) é a label mais à direita de um nome de domínio — o segmento após o último ponto em exemplo.com (com) ou nic.br (br). Validar um TLD significa conferir contra o banco de dados autoritativo da zona-raiz da IANA, que lista cada domínio de topo delegado na Internet pública. A ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) controla a política da zona-raiz; a IANA (Internet Assigned Numbers Authority) mantém a lista operacional em iana.org/domains/root/db. Qualquer coisa fora dessa lista (.zzz, .invalid, .local) não é roteável no DNS público — mesmo que seu sistema operacional resolva dentro de uma LAN.
Por que se preocupar em validar? Campos de formulário que aceitam sufixos arbitrários enchem o banco de registros inválidos, mandam e-mail para MX inexistente e quebram a emissão de SSL (o Let's Encrypt exige uma zona delegada publicamente). Um validador apoiado na lista IANA (ou na Public Suffix List) protege de erros de digitação como exemplo.co em vez de exemplo.com e de TLDs puramente fictícios que parecem reais mas não são.
Categorias: gTLD, ccTLD, sTLD, novo gTLD, brand TLD e IDN ccTLD
- gTLD (genérico):
.com,.net,.org,.info,.biz,.name. Os sufixos genéricos originais dos anos 1980, mais.info/.bizadicionados em 2001. - ccTLD (código de país):
.brBrasil,.ptPortugal,.usEUA,.ukReino Unido,.deAlemanha,.jpJapão,.frFrança. Duas letras, derivadas da ISO 3166-1 alpha-2. - sTLD (patrocinado):
.gov,.edu,.mil,.int,.museum,.aero,.coop. Restritos a uma comunidade definida com regras de elegibilidade. - Novo gTLD (2014+):
.app,.blog,.shop,.pizza,.ninja,.dev,.tech. O programa expandido da ICANN trouxe mais de 1.200 novos sufixos. - Brand TLD:
.google,.apple,.microsoft,.bmw. Operados por uma única marca sob política dotBrand própria. - IDN ccTLD:
.中国(China),.рф(Rússia),.السعودية(Arábia Saudita). ccTLDs não-ASCII codificados como punycode no DNS (xn--fiqs8s,xn--p1ai).
NIC.br e a estrutura de segundo nível do .br
O NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) opera o ccTLD .br por meio do registro.br. Diferente do .com, o .br usa categorias de segundo nível em vez de nomes planos: .com.br (comercial), .org.br (sem fins lucrativos), .gov.br (governo federal/estadual, restrito), .edu.br (ensino superior, restrito a instituições registradas no MEC), .blog.br, .arq.br (arquitetos), .adv.br (advogados), .med.br (médicos). Desde 2010, o segundo nível aberto .br (sem categoria) também está disponível para registro por pessoas físicas e jurídicas brasileiras. Algumas categorias exigem credenciais profissionais (número do CRM para .med.br, da OAB para .adv.br) conferidas no momento do registro.
Public Suffix List vs zona-raiz da IANA
A zona-raiz da IANA lista apenas as delegações verdadeiramente de topo (com, br, app). A Public Suffix List (PSL), mantida pela Mozilla, vai além: inclui sufixos privados sob os quais terceiros registram nomes, como co.uk, com.br, github.io, blogspot.com e herokuapp.com. Para tarefas como escopo de cookie ou "qual é o nome registrável", você quer a PSL. Para pura validação contra a raiz DNS, a lista IANA basta.
const psl = require('psl')
psl.get('user.github.io') // 'github.io' (sufixo privado)
psl.get('loja.exemplo.com') // 'exemplo.com' (registrável)
psl.parse('a.b.co.uk') // { tld: 'co.uk', sld: 'b', subdomain: 'a' }
Preço, tendências de segurança e TLDs só-HTTPS
O preço atacado de TLDs varia muito: de US$ 7-15/ano (.com, .org) a US$ 50-150/ano para novos gTLDs premium (.dev, .io) e mais de US$ 1.000/ano para ultra-premium (nomes de uma letra em .tv). Alguns TLDs são só-HTTPS por política: .dev, .app e .page são operados pelo Google Registry e estão pré-carregados na lista HSTS, então navegadores recusam conexão em HTTP puro. TLDs de vaidade (.ninja, .pizza, .coffee, .party) frequentemente têm promoção no primeiro ano e renovação cara — leia os termos antes de registrar. Em 2024, o .com ainda concentra cerca de 50% da web pública por tamanho de zona, com .net e códigos de país completando a maior parte do resto.
TLDs reservados (RFC 2606) e ambientes de teste
A RFC 2606 reserva quatro TLDs garantidamente nunca delegados: .test, .example, .invalid, .localhost. Use-os em testes, documentação e exemplos sem risco de colisão. A RFC 6761 depois adicionou .local (para multicast DNS / Bonjour), .onion (serviços ocultos Tor) e alguns outros. Um bom validador deve aceitar esses para fluxos de desenvolvimento mas sinalizar como "não roteável publicamente".
Perguntas frequentes
Onde está a lista canônica de TLDs? Em iana.org/domains/root/db (HTML) e em data.iana.org/TLD/tlds-alpha-by-domain.txt (texto puro). A versão texto é atualizada diariamente e é o que a maioria dos validadores cacheia.
Novos TLDs ainda estão sendo criados? Sim. A próxima rodada de aplicações da ICANN para novos gTLDs está agendada para reabrir, permitindo novas candidaturas comunitárias e de marca. A primeira rodada (2012-2014) criou a maior parte dos novos gTLDs de hoje.
Qual é a diferença entre .br e .com.br? O .com.br existe desde 1989 e era a única opção para empresas até 2010, quando o NIC.br abriu o segundo nível .br direto para registro. Ambos são válidos; .br é mais curto e cada vez mais usado por marcas de tecnologia.
Um TLD pode conter dígitos ou hifens? O protocolo DNS permite dígitos em labels em geral, mas a política da ICANN para a zona-raiz proíbe TLDs só-numéricos e TLDs começando/terminando com hífen. TLDs IDN codificados em punycode sempre começam com o prefixo literal xn--.
Esta ferramenta rejeita .invalid? Sim — .invalid é explicitamente reservado pela RFC 2606 e nunca delegado. O validador sinaliza como reservado/não-roteável em vez de sintaticamente quebrado.
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