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Tradução em Seis Quadros e Busca de ORF

Traduza uma sequência de DNA nos seis quadros de leitura e liste os ORFs, com posição na fita, tamanho em aminoácidos e a proteína prevista.

Tradução dos seis quadros de leitura

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ORFs encontrados

Como ler os seis quadros de um DNA

Uma sequência de DNA de fita dupla pode ser lida de seis maneiras: três quadros na fita que você colou, deslocando o ponto de partida em zero, uma e duas bases, e outros três no complemento reverso. Esta página faz as seis traduções de uma vez e, em cima delas, marca os ORFs, do códon de início até a parada no mesmo quadro. As posições saem sempre na numeração de 1 a N da fita informada, nunca na numeração interna do complemento reverso. É por isso que, nos quadros negativos, o início aparece com um número maior que o fim: em uma sequência de 9 bases, o ORF do quadro -1 vai da posição 9 para a posição 1. O intervalo inclui o códon de parada, então, quando existe parada, o comprimento em nucleotídeos é três vezes o número de aminoácidos mais três. O filtro de tamanho mínimo conta só os aminoácidos, sem a parada. Se um início não encontra parada até o fim da sequência, o ORF ainda é listado, com a coluna de parada marcando que não houve uma.

São três tabelas do NCBI. A padrão, tabela 1, tem 64 códons e três paradas: TAA, TAG e TGA. A mitocondrial de vertebrados, tabela 2, muda exatamente quatro deles: AGA e AGG viram parada, ATA passa a metionina e TGA passa a triptofano. A bacteriana e de plastídeos, tabela 11, usa os mesmos aminoácidos da padrão; o que muda é a lista de códons de início, que inclui TTG, CTG, ATT, ATC, ATA, ATG e GTG. Um exemplo de três códons deixa a diferença visível: ATGAGATAA na tabela 1 rende o peptídeo MR, com parada TAA na posição 9; a mesma entrada na tabela 2 rende apenas M, porque AGA já é parada nas posições 4 a 6. O seletor de início decide se somente ATG abre um ORF ou se vale qualquer início da tabela escolhida. Com GTGCCCTAA e a tabela 11, o modo ATG não devolve nada e o modo alternativo devolve MP começando em GTG. O iniciador entra na proteína como M porque o ribossomo o carrega com metionina, e o códon real continua visível na coluna do códon inicial.

Alguns limites que mudam a leitura do resultado. Bases ambíguas da IUPAC são aceitas, mas qualquer códon que contenha uma delas traduz para X, mesmo quando a leitura seria decidível: CTN é leucina em toda combinação e ainda assim aparece como X. Caracteres que não são base nunca são apagados em silêncio; a página recusa a entrada e diz qual caractere sobrou, inclusive hífen e ponto de alinhamento. Cabeçalho FASTA, espaços, quebras de linha e numeração de posição são descartados, U é lido como T e minúsculas são aceitas, mas só um registro por vez: dois cabeçalhos param a análise em vez de emendar as sequências. Para cada parada, a lista mostra o ORF a partir do primeiro início depois da parada anterior, isto é, o mais longo daquele quadro, de modo que ATGs internos não viram linhas separadas. E o resto da biologia fica de fora: não há busca de Shine-Dalgarno, análise de uso de códons nem remoção de íntrons, então em um gene eucarioto com íntrons a proteína madura não sai daqui. Um ORF comprido também não é prova de gene, apenas um trecho sem parada.

Perguntas frequentes

Por que o ORF de um quadro negativo começa num número maior do que termina?
Porque a coordenada é convertida de volta para a fita que você colou. O quadro -1 é lido no complemento reverso, que corre no sentido oposto, então o primeiro códon do ORF cai perto do fim da sua sequência. Em uma entrada de 9 bases, o ORF do quadro -1 aparece como 9 para 1. Manter tudo na numeração original é o que permite comparar a posição com um mapa ou um arquivo de anotação sem refazer conta.
Meu ORF começa com GTG, mas a proteína aparece com M. Isso é erro?
Não. Quando o modo de início alternativo está ligado, o códon iniciador é traduzido como metionina, que é o aminoácido efetivamente colocado pelo tRNA iniciador no ribossomo, mesmo em um início GTG ou TTG. O códon real não é escondido: ele fica na coluna do códon inicial, e o painel dos seis quadros continua mostrando a leitura literal, com V para GTG e L para TTG.
Qual tamanho mínimo devo usar no filtro?
Depende do que você procura. O valor inicial de 15 aminoácidos serve para inspecionar sequências curtas, como um inserto sintético. Para varrer DNA genômico bacteriano, algo entre 60 e 100 aminoácidos corta a maior parte dos trechos que aparecem por acaso, já que um ORF de 100 aminoácidos ocupa 303 nucleotídeos com a parada. Lembre que o filtro conta aminoácidos, e um X de códon ambíguo conta como um.

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