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🧬Conversores

Reverso complementar DNA

Calcule o reverso complementar de uma sequência de DNA, no sentido 5 para 3. Essencial para desenho de primers e análise de sequências em biologia molecular.

Reverso comp.

Reverso complementar e o primer reverse do PCR

A ferramenta tem um campo de DNA — o exemplo é ATGCGTACGTAC — e encadeia duas operações: quebra a sequência em caracteres, inverte a ordem e depois troca cada base pela parceira com a tabela A com T e G com C. A ordem entre inverter e complementar não altera nada, o resultado é o mesmo, e o exemplo devolve GTACGTACGCAT. Dá para conferir na mão: o complemento de ATGCGTACGTAC é TACGCATGCATG e, lido de trás para frente, vira GTACGTACGCAT. A saída já sai no sentido 5' para 3', que é a convenção em que primers e oligos são escritos, cotados e encomendados.

Essa é a operação de todo dia em PCR. O primer forward é uma cópia do começo do amplicon na fita de cima; o primer reverse é o reverso complementar do final desse mesmo amplicon. Se a região termina em GGTCAGTTCACG na fita de cima, o primer reverse é CGTGAACTGACC — cole a primeira sequência e compare. Existe um teste de sanidade rápido: sítios palindrômicos de enzimas de restrição devolvem eles mesmos. GAATTC, o sítio da EcoRI, tem GAATTC como reverso complementar; se a saída não bater com a entrada nesse caso, foi erro de digitação. A mesma transformação serve para trazer um hit de BLAST que caiu na fita minus de volta para a orientação da fita plus antes de comparar com a referência, ou para ler um trecho de sequenciamento que veio do primer oposto.

Os limites são de dois tipos. O primeiro são os códigos degenerados: a tabela tem só quatro entradas, então qualquer outra letra vira vazio. Um primer degenerado como ACGTRYN devolve ACGT, quatro bases no lugar de sete, sem nenhum aviso — o reverso complementar correto trocaria R por Y, Y por R e N por N, mantendo o comprimento. Encomendar oligo a partir dessa saída sai caro. O U também não está na tabela, então RNA volta mutilado. O segundo limite é de escopo: a página faz a transformação de sequência e nada mais, não calcula Tm, não mede conteúdo GC, não procura grampo nem dímero de primer. E como a inversão é aplicada ao texto inteiro colado, um FASTA com cabeçalho ou com vários registros volta embaralhado, com as letras do cabeçalho misturadas às bases.

Perguntas frequentes

Como uso isso para desenhar o primer reverse?
Pegue os últimos 18 a 25 nucleotídeos do amplicon na fita de cima, escritos no sentido 5' para 3', e cole aqui. O que sai é o primer reverse, já na orientação em que se encomenda. Exemplo: o trecho final GGTCAGTTCACG devolve CGTGAACTGACC. Tm e conteúdo GC ficam por conta de outra ferramenta, esta só faz a transformação de sequência.
Por que a saída ficou mais curta do que a entrada?
Porque a tabela reconhece apenas A, T, G e C, e todo o resto vira vazio sem avisar. Bases indeterminadas (N), códigos degenerados (R, Y, S, W, K, M), hífens de gap, numeração e a uracila de RNA são descartados. ACGTRYN, por exemplo, volta como ACGT. Sempre compare o comprimento da entrada com o da saída antes de usar o resultado.
Reverso complementar é o mesmo que inverter a sequência?
Não. Inverter só troca a ordem das letras: ATGC de trás para frente é CGTA. Complementar só troca cada base pela parceira: ATGC vira TACG. O reverso complementar faz as duas coisas e é o que representa a fita oposta escrita na convenção 5' para 3': ATGC vira GCAT. Só essa terceira forma serve para desenhar primer.

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