ASCVD Risco Cardiovascular (simplificado)
Estima risco de evento cardiovascular em 10 anos com versão simplificada (idade, sexo, fumo, DM, HAS, CT).
Risco 10 anos (%)
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Risco ASCVD: probabilidade de evento cardiovascular em 10 anos
O escore ASCVD diz qual é a probabilidade em 10 anos de a pessoa ter um primeiro evento cardiovascular aterosclerótico (IAM, AVC, morte CV). Ele roda sobre as Pooled Cohort Equations do AHA/ACC 2013, refinadas em atualizações posteriores. O que ele pede: idade, sexo, raça, colesterol total, HDL, PA sistólica, tratamento de HAS, diabetes, tabagismo. Como ler o resultado: <5% baixo, 5–7,5% limítrofe/moderado, ≥7,5% considerar estatina, ≥20% alto. Exemplo: pegue um homem de 55 anos, não fumante, HAS tratada, colesterol total 220 mg/dL, HDL 45, PAS 135 → o risco em 10 anos fica em torno de 10–12%, moderado-alto, com estatina indicada.
Contexto clínico
Ele entra na prevenção primária de adultos entre 40 e 75 anos que ainda não têm DCV estabelecida. O escore alimenta a decisão compartilhada sobre começar uma estatina, a conversa sobre estilo de vida (dieta, exercício, cessação do tabagismo) e as metas de PA e glicemia. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) adota o Escore de Risco Global (Framingham adaptado) como referência, mas o ASCVD aparece o tempo todo na literatura. Uma ressalva: ele superestima o risco em algumas populações não brancas e subestima em outras, e modificadores como história familiar, escore de cálcio coronariano, PCR-us ou Lp(a) ajudam a afinar a decisão.
Perguntas frequentes
O ASCVD substitui o julgamento clínico? Não. É um número para ancorar a conversa com o paciente, nada além disso. Comorbidades, fragilidade e expectativa de vida continuam entrando na balança.
Devo usar ASCVD em quem já teve IAM? Não. Uma vez estabelecida a DCV, o paciente já é de alto risco, isso é prevenção secundária, e a estatina de alta intensidade está indicada independentemente do que o escore mostre.
E para idades fora de 40–75? As equações nunca foram validadas abaixo de 40 nem acima de 75 anos. Em jovens, avalie o risco vitalício; em idosos, individualize a conduta levando em conta fragilidade e polifarmácia.
Preciso dos exames laboratoriais para usar? Sim. Colesterol total e HDL são os dois obrigatórios. Sem o perfil lipídico, dá para chegar apenas a uma estimativa grosseira, qualitativa.
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DVA — Ajuste de Avaliação de Débito
Calcula o DVA (Debit Valuation Adjustment), o espelho do CVA visto do outro lado. Enquanto o CVA desconta o valor pelo risco de a contraparte falhar, o DVA reconhece o benefício, contraintuitivo, do risco de a própria instituição dar calote: se ela pode não pagar suas obrigações, isso na prática reduz o passivo. É a peça que torna a precificação de derivativos simétrica entre as duas partes. O cálculo segue a mesma estrutura do CVA, mas usa a exposição negativa esperada e a probabilidade de default própria. Informe os dados de exposição e crédito.
Spread Duration (Numérica)
Calcula a spread duration de um título por diferenças finitas, reprecificando o papel para uma alta e uma queda do spread de crédito: (V− − V+)/(2·V0·Δs). Enquanto a duration mede a sensibilidade a mudanças na taxa livre de risco, a spread duration isola a sensibilidade ao spread de crédito, o prêmio que o mercado cobra pelo risco do emissor. É essencial para gerir carteiras de crédito, onde o risco de spread costuma dominar. Informe o preço base, os preços com spread maior e menor e a variação de spread usada.
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