Calculadora de classificação climática de Thornthwaite
Classifica o tipo climático segundo Thornthwaite a partir do balanço hídrico anual em milímetros e da evapotranspiração potencial.
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Classificação climatica de Thornthwaite
Em 1948 Charles W. Thornthwaite propos classificar os climas pelo balanço hidrico mensal, em vez de usar limiares brutos de temperatura e chuva. O método percorre o ano comparando a precipitacao (P) com a evapotranspiracao potencial (ETP), mês a mês, e daí tira três indices. Ha o de umidade, Ih = 100·EXC/ETP; o de aridez, Ia = 100·DEF/ETP; e o hidrico, Im = Ih - 0.6·Ia, onde EXC e o excedente anual e DEF o deficit anual. Pegue uma área com P = 1500 mm e ETP = 1200 mm e sem estação seca marcada: o Im costuma ficar perto de 25, o que a coloca na classe umida.
Esse valor de Im encaixa o clima em uma de nove classes hidricas. No topo fica A (super-úmido, Im acima de 100), depois B1-B4 (úmido), C2 (sub-úmido úmido), C1 (sub-úmido seco), D (semiarido) e, na base, E (arido, Im abaixo de -40). Uma segunda letra, tirada do total de ETP, marca o regime térmico: megatermico, mesotermico, microtermico, taiga, tundra ou gelo. Junte as letras de deficit e excedente sazonal e uma sigla de Thornthwaite como B3rB'4a' diz não so o tamanho das oscilacoes hidricas, mas em que época do ano elas ocorrem.
Aplicações
O zoneamento agroclimatico brasileiro que a EMBRAPA e o INMET usam para delimitar áreas de risco de soja, milho, café e citros se apoia neste método, que também aparece em cursos de Agronomia, Meteorologia e Geografia. A maioria dos softwares de balanço hidrico, BHnorm e BHC entre eles, roda sobre o procedimento de Thornthwaite-Mather (1955), citado pelo FAO Irrigation and Drainage Paper 56 ao lado de Penman-Monteith.
FAQ
Por que usar Thornthwaite em vez de Koppen? Koppen se apoia em temperatura e chuva brutas. Thornthwaite de fato modela o balanço hidrico, então capta a demanda atmosferica (ETP) e reage melhor a secas evapotranspirativas.
Como se estima a ETP? A fórmula original de Thornthwaite parte da temperatura média mensal e de um índice de calor I. Variantes mais recentes recorrem a Hargreaves ou Penman-Monteith, e o FAO 56 recomenda esta última sempre que houver dados de umidade, vento e radiacao para alimenta-la.
Que capacidade de água disponível no solo adotar? Thornthwaite-Mather começou com 100 mm. No Brasil, os estudos agronomicos tendem a baixar isso para 75 mm em solos rasos e subir para 125 mm em latossolos profundos.
Ferramentas Relacionadas
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Água de Diluição de Polpa
Calcula quanta água precisa ser adicionada para levar uma polpa de um percentual de sólidos em massa a outro menor, Água = M × (C₁/C₂ − 1), onde M é a massa (ou a vazão mássica) de polpa que entra. A conta sai do balanço de massa: a massa de sólidos não muda na diluição, então a massa final de polpa é M·C₁/C₂ e a diferença é água. É a operação mais corriqueira de uma usina de beneficiamento — moagem, deslamagem, flotação e espessamento cada um exige uma faixa própria de percentual de sólidos, e errar a água de diluição desregula tempo de residência, viscosidade e consumo de reagente. Os dois percentuais são em massa (peso de sólido por peso de polpa), e o resultado sai na mesma unidade informada para M. Informe a massa ou vazão de polpa, o percentual de sólidos atual e o percentual de sólidos desejado.
Recuperação Mássica
Calcula a recuperação mássica (rendimento em massa) de um processo de beneficiamento mineral, R = (massa do concentrado ÷ massa da alimentação) × 100%, dividindo a massa de concentrado produzido pela massa de minério alimentado. O resultado, em %, é a fração da massa que se reportou ao concentrado — diferente da recuperação metalúrgica (que mede a fração do metal recuperado). A recuperação mássica baixa é típica de minérios pobres (pouco concentrado de muita alimentação); alta indica minério rico ou concentração pouco seletiva. Combinada com os teores, fecha o balanço de massas da usina. Informe as massas de concentrado e de alimentação.
Índice de Grupo do Solo (HRB/AASHTO)
Calcula o índice de grupo da classificação HRB/AASHTO M 145, aquele número entre parênteses que acompanha a sigla do solo no relatório de sondagem: IG = 0,2a + 0,005ac + 0,01bd, em que a e b saem da porcentagem que passa na peneira nº 200 e c e d saem do limite de liquidez e do índice de plasticidade. Cada parcela entra truncada — a e b de 0 a 40, c e d de 0 a 20 — e o resultado é arredondado para inteiro e nunca fica negativo, o que faz o índice variar de 0 a 20. Quanto maior o índice de grupo, pior o solo como subleito: 0 aponta material granular limpo e bem comportado, valores acima de 12 apontam argila plástica que só serve depois de substituída ou estabilizada, e é esse número que entra nos ábacos de espessura de pavimento. Foi adotada a fórmula completa, com as duas parcelas; para os subgrupos A-2-6 e A-2-7 a norma manda usar apenas a parcela 0,01bd, e o resultado é o mesmo: todo solo A-2 tem no máximo 35% passando na peneira nº 200, que é justamente onde a parcela a zera, então as duas primeiras parcelas somem sozinhas. Informe a porcentagem que passa na peneira nº 200, o limite de liquidez e o índice de plasticidade.
Teste de Tendência de Mann-Kendall
Calcula o teste de Mann-Kendall, usado para detectar tendência monotônica (de alta ou de baixa) numa série temporal sem assumir que os dados são normais ou que a tendência é linear. Ele soma os sinais de todas as comparações par a par entre os valores: se a série tende a subir ao longo do tempo, predominam os sinais positivos. É muito usado em hidrologia, climatologia e meio ambiente para avaliar tendências em séries longas. A estatística S vira um z pela aproximação normal, com correção de empates. Informe a série em ordem cronológica.
Absorção de Água (Cerâmica)
Calcula a absorção de água de uma peça cerâmica, AA = (massa úmida − massa seca)/massa seca·100%, a quantidade de água que os poros abertos absorvem por imersão. É a propriedade que classifica os revestimentos cerâmicos: porcelanato (AA ≤ 0,5%, muito denso e resistente), grês, semigrês, semiporoso e poroso (azulejo, AA > 10%). Quanto menor a absorção, mais sinterizada e resistente a peça. Informe a massa úmida e a massa seca.
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