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Coeficiente Prismático (Cp)

Calcula o coeficiente prismático (Cp) de um casco, Cp = ∇/(Am·L), a razão entre o volume deslocado e o de um prisma com a área da seção mestra (Am) ao longo de todo o comprimento. Indica como o volume se distribui longitudinalmente: Cp baixo concentra volume no meio (bom para baixas velocidades), Cp alto distribui para as pontas (melhor em altas). É decisivo no projeto da resistência ao avanço. Informe o volume deslocado, a área da seção mestra e o comprimento.

Resultado

Coeficiente prismático (Cp)

Enquanto o coeficiente de bloco mede o 'enchimento' global, o coeficiente prismático Cp = ∇/(Am·L) descreve como o volume se distribui ao longo do casco, comparando-o a um prisma com a área da seção mestra constante de proa a popa. Cp baixo (~0,55) concentra o volume no meio e afina as pontas — ótimo para baixas velocidades, menos resistência de onda. Cp alto (~0,65+) empurra volume para as extremidades — melhor em altas velocidades, onde os corpos de proa e popa precisam de volume para sustentar o trem de ondas. É um parâmetro-chave na otimização da resistência ao avanço. Informe o volume deslocado, a área da seção mestra e o comprimento.

Ferramentas Relacionadas

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Coeficiente de Bloco (Cb)

Calcula o coeficiente de bloco (Cb) de um navio, Cb = ∇/(L·B·T), a razão entre o volume de carena (deslocado) e o do paralelepípedo que o envolve (comprimento × boca × calado). Mede o quanto o casco é 'cheio': navios de carga lentos têm Cb alto (~0,8); embarcações rápidas e finas, Cb baixo (~0,5). É um dos parâmetros centrais da arquitetura naval. Informe o volume deslocado, o comprimento, a boca e o calado.

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Área Molhada do Casco

Estima a área da superfície molhada do casco pela fórmula de Denny, S = 1,7·L·T + ∇/T, a partir do comprimento (L), do calado (T) e do volume deslocado (∇). A superfície molhada é o que gera a resistência friccional — a maior parcela do arrasto em baixas velocidades — e baliza o cálculo de potência e a área a ser pintada com tinta anti-incrustante. Informe o comprimento, o calado e o volume deslocado.

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Velocidade de Casco (Hull Speed)

Calcula a velocidade de casco (hull speed) de uma embarcação de deslocamento, V ≈ 2,43·√(LWL), em nós, a partir do comprimento na linha d'água (LWL, em metros). É o limite teórico de velocidade econômica do casco: ao se aproximar dele, o barco fica preso na própria onda de proa e a potência exigida dispara. Por isso veleiros e barcos de deslocamento raramente o ultrapassam. Informe o comprimento na linha d'água.

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Reserva de Flutuabilidade

Calcula a reserva de flutuabilidade de uma embarcação, R = (Volume_total − Volume_submerso)/Volume_submerso·100%, a porcentagem de volume estanque acima da linha d'água em relação ao volume submerso. É a margem de segurança contra o afundamento: quanto maior, mais carga ou alagamento o casco tolera antes de submergir. Define o bordo livre e a capacidade de sobrevivência em avarias. Informe o volume total estanque e o volume submerso.

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Potência pelo Coeficiente do Almirantado

Estima a potência propulsiva de um navio pela fórmula do Almirantado, P = (∆^(2/3)·V³)/C, a partir do deslocamento (∆, t), da velocidade (V, nós) e do coeficiente do Almirantado (C), característico de cascos semelhantes. É um método clássico e rápido de prever a potência necessária na fase de anteprojeto, baseado na semelhança com navios já construídos. A dependência com V³ mostra o alto custo da velocidade. Informe o deslocamento, a velocidade e o coeficiente C.

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Período de Balanço do Navio (IMO IS Code)

Calcula o período natural de balanço de um navio pela fórmula empírica do Código Internacional de Estabilidade Intacta da IMO (IS Code 2008), usada no critério meteorológico e na prova de estabilidade. O período é T = 2 × C × boca ÷ raiz de GM, com o coeficiente C = 0,373 + 0,023 × (boca ÷ calado) − 0,043 × (comprimento ÷ 100), de modo que o balanço acelera à medida que a altura metacêntrica cresce. O número indica o conforto e a segurança do navio: períodos curtos, abaixo de uns 8 segundos, denunciam um navio rijo, que balança com aceleração alta e castiga carga e tripulação; períodos longos indicam navio brando, com pouca reserva de estabilidade. Foi adotada a forma empírica da IMO, e não a expressão de pêndulo T = 2π × raio de giração ÷ raiz de (g × GM), porque o raio de giração de balanço raramente é conhecido a bordo — é justamente o que o coeficiente C estima a partir da geometria do casco. Informe a boca, o calado, o comprimento na linha d'água e a altura metacêntrica GM.

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