Comprimento de Pista Corrigido (ARFL)
Calcula o comprimento de pista de pouso e decolagem corrigido pelas condições do aeródromo, a partir do comprimento básico de referência da aeronave (ARFL) e dos três fatores de correção da ICAO: L = L₀·(1 + 0,07·E/300)·(1 + 0,01·ΔT)·(1 + 0,10·S). O comprimento básico L₀ (m) é o exigido pela aeronave ao nível do mar, na atmosfera padrão e em pista nivelada; as correções aumentam essa exigência conforme: a elevação E do aeródromo (mais 7% a cada 300 m, pois o ar rarefeito reduz a sustentação e o empuxo), a temperatura ΔT acima da padrão ISA (mais 1% por °C, mesma razão de densidade do ar) e a declividade efetiva S da pista (mais 10% por 1% de rampa, que dificulta a aceleração na decolagem). Esse cálculo é fundamental no planejamento aeroportuário: define se uma pista comporta determinada aeronave em determinado aeroporto. Por isso aeroportos de grande altitude e clima quente (como em planaltos) exigem pistas muito mais longas — um mesmo avião precisa de bem mais pista em La Paz ou Brasília do que ao nível do mar. Informe o comprimento básico, a elevação, a diferença de temperatura e a declividade.
Resultado
—
Comprimento de pista corrigido (ARFL)
O comprimento de pista de que uma aeronave precisa não é fixo: depende fortemente das condições do aeroporto. Partindo do comprimento básico de referência L₀ (o ARFL — Aircraft Reference Field Length, exigido ao nível do mar, na atmosfera padrão ISA e em pista nivelada), aplicam-se as três correções da ICAO: L = L₀·(1 + 0,07·E/300)·(1 + 0,01·ΔT)·(1 + 0,10·S). A correção de elevação adiciona 7% a cada 300 m de altitude, porque o ar rarefeito reduz a sustentação das asas e o empuxo das turbinas; a de temperatura adiciona 1% por °C acima da temperatura padrão ISA, pela mesma razão de densidade do ar; e a de declividade adiciona 10% por 1% de rampa efetiva, que dificulta a aceleração na decolagem. O efeito combinado é grande: um avião que precisa de 2.000 m ao nível do mar pode precisar de mais de 2.600 m num aeroporto de planalto, quente e com rampa. É por isso que aeroportos em grandes altitudes (La Paz, Cidade do México, Brasília) têm pistas notavelmente mais longas, e por que, em dias muito quentes, voos podem ter o peso de decolagem limitado se a pista não for suficiente. Este cálculo é a base para verificar a compatibilidade entre uma aeronave e uma pista. Informe o comprimento básico, a elevação, a diferença de temperatura e a declividade.
Ferramentas Relacionadas
Distância de Decolagem Disponível (TODA)
Calcula a distância de decolagem disponível (TODA — Take-Off Distance Available), TODA = TORA + zona livre de obstáculos (clearway), a partir do comprimento de pista disponível para corrida de decolagem (TORA — Take-Off Run Available) e do comprimento da clearway. A TODA é uma das quatro distâncias declaradas de uma pista, conceitos centrais da operação aeroportuária definidos pela ICAO. A clearway é uma área retangular ao final da pista, livre de obstáculos, sobre a qual a aeronave pode completar a fase inicial de subida até atingir uma altura mínima — ela estende a distância de decolagem sem exigir pavimento adicional, pois o avião já estará no ar. A TODA é a distância total disponível para a aeronave decolar e atingir a altura de segurança especificada. As distâncias declaradas (TORA, TODA, ASDA e LDA) são publicadas para cada cabeceira de pista nas cartas aeronáuticas e usadas pelos pilotos e despachantes para verificar, em cada decolagem, se a aeronave — com seu peso, configuração e as condições do dia — cabe na pista disponível com as margens de segurança exigidas. Informe a TORA e o comprimento da clearway.
Capacidade Horária de Pista
Estima a capacidade horária de uma pista de pouso e decolagem, C = 3600 ÷ T, a partir do tempo médio de ocupação ou separação entre operações sucessivas T (segundos). A capacidade de uma pista — o número máximo de operações (pousos e decolagens) que ela comporta por hora — é um dos parâmetros mais importantes do planejamento aeroportuário, pois define o limite de tráfego do aeroporto. O tempo T entre operações é governado pela separação mínima por esteira de turbulência (wake turbulence) entre aeronaves, pelo tempo de ocupação da pista (desde o pouso até liberar a pista por uma saída rápida), pelos procedimentos do controle de tráfego aéreo e pela mescla de tipos de aeronave. Pistas únicas bem operadas atingem da ordem de 40 a 60 operações por hora; a capacidade aumenta com pistas paralelas, saídas de pista de alta velocidade (que reduzem o tempo de ocupação) e procedimentos otimizados. Quando a demanda se aproxima da capacidade, formam-se atrasos que crescem de forma não-linear (teoria de filas), motivando expansões ou medidas de gestão de fluxo (slots). Informe o tempo médio entre operações.
Calculadora distancia de decolagem em pista
Estima distancia de decolagem em pista de aviao monomotor a partir do peso, altitude de pressao e temperatura usando correcao tipica de manual.
Declividade Efetiva de Pista
Calcula a declividade efetiva de uma pista de pouso e decolagem, S = (cota_máx − cota_mín) ÷ comprimento · 100, a partir das cotas máxima e mínima ao longo do eixo da pista e do seu comprimento. A declividade efetiva é a diferença entre o ponto mais alto e o mais baixo do perfil longitudinal da pista, dividida pelo comprimento total — uma medida global da inclinação que a aeronave enfrenta. Ela entra diretamente na correção do comprimento de pista (mais 10% de comprimento exigido por 1% de declividade efetiva), porque uma pista em aclive exige mais distância para a aceleração de decolagem. A ICAO limita a declividade efetiva conforme a categoria da pista (tipicamente máximo de 1% a 2% para pistas de código maior), e também limita as declividades locais e a taxa de variação para garantir que a aeronave não perca o contato com o solo em lombadas nem sofra esforços excessivos. O projeto geométrico da pista busca minimizar a declividade efetiva e suavizar as transições, equilibrando isso com o movimento de terra e a drenagem. Informe as cotas máxima e mínima e o comprimento da pista.
Distância de Parada Disponível (ASDA)
Calcula a distância de aceleração e parada disponível (ASDA — Accelerate-Stop Distance Available), ASDA = TORA + zona de parada (stopway), a partir do comprimento de pista disponível para corrida de decolagem (TORA) e do comprimento da stopway. A ASDA é uma das quatro distâncias declaradas da pista e tem um papel crítico de segurança: é a distância disponível para a aeronave acelerar até a velocidade de decisão (V₁) e, caso o piloto aborte a decolagem (por falha de motor ou outro problema), conseguir parar com segurança. A stopway é uma área pavimentada (ou de resistência adequada) ao final da pista, capaz de suportar o peso da aeronave em uma frenagem de emergência, sem ser usada na operação normal. Diferente da clearway (que é para o avião no ar), a stopway é para o avião no solo, freando. A ASDA é decisiva no conceito de comprimento de campo balanceado: o ponto em que a distância para continuar a decolagem (com um motor inoperante) iguala a distância para abortar e parar define a velocidade V₁ e o comprimento de pista necessário. Informe a TORA e o comprimento da stopway.
Correção Monetária
Aplica um índice acumulado (IPCA, INPC, IGP-M etc.) sobre um valor inicial. Informe o índice acumulado em %.
Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.