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Declividade Efetiva de Pista

Calcula a declividade efetiva de uma pista de pouso e decolagem, S = (cota_máx − cota_mín) ÷ comprimento · 100, a partir das cotas máxima e mínima ao longo do eixo da pista e do seu comprimento. A declividade efetiva é a diferença entre o ponto mais alto e o mais baixo do perfil longitudinal da pista, dividida pelo comprimento total — uma medida global da inclinação que a aeronave enfrenta. Ela entra diretamente na correção do comprimento de pista (mais 10% de comprimento exigido por 1% de declividade efetiva), porque uma pista em aclive exige mais distância para a aceleração de decolagem. A ICAO limita a declividade efetiva conforme a categoria da pista (tipicamente máximo de 1% a 2% para pistas de código maior), e também limita as declividades locais e a taxa de variação para garantir que a aeronave não perca o contato com o solo em lombadas nem sofra esforços excessivos. O projeto geométrico da pista busca minimizar a declividade efetiva e suavizar as transições, equilibrando isso com o movimento de terra e a drenagem. Informe as cotas máxima e mínima e o comprimento da pista.

Resultado

Declividade efetiva de pista

A declividade efetiva de uma pista é S = (cota máxima − cota mínima) ÷ comprimento · 100 — a diferença entre o ponto mais alto e o mais baixo do perfil longitudinal da pista, dividida pelo comprimento total e expressa em porcentagem. É uma medida global da inclinação que a aeronave enfrenta ao longo de toda a pista, e não a inclinação local de um trecho. Esse parâmetro entra diretamente na correção do comprimento de pista: cada 1% de declividade efetiva exige mais 10% de comprimento, porque uma pista em aclive consome mais distância na aceleração de decolagem. A ICAO limita a declividade efetiva conforme a categoria (código) da pista — tipicamente no máximo 1% para pistas de código 3 e 4 (as maiores) e até 2% para as menores —, além de limitar as declividades locais de cada trecho e a taxa de variação entre trechos, para que a aeronave não perca o contato com o solo ao passar por uma lombada (efeito de 'pista ondulada') nem sofra esforços excessivos no trem de pouso. O projeto geométrico da pista busca minimizar a declividade efetiva e suavizar as transições verticais com curvas, equilibrando isso com o volume de movimento de terra e as exigências de drenagem (a pista também precisa de caimento para escoar a água da chuva). Informe as cotas máxima e mínima e o comprimento da pista.

Ferramentas Relacionadas

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Capacidade Horária de Pista

Estima a capacidade horária de uma pista de pouso e decolagem, C = 3600 ÷ T, a partir do tempo médio de ocupação ou separação entre operações sucessivas T (segundos). A capacidade de uma pista — o número máximo de operações (pousos e decolagens) que ela comporta por hora — é um dos parâmetros mais importantes do planejamento aeroportuário, pois define o limite de tráfego do aeroporto. O tempo T entre operações é governado pela separação mínima por esteira de turbulência (wake turbulence) entre aeronaves, pelo tempo de ocupação da pista (desde o pouso até liberar a pista por uma saída rápida), pelos procedimentos do controle de tráfego aéreo e pela mescla de tipos de aeronave. Pistas únicas bem operadas atingem da ordem de 40 a 60 operações por hora; a capacidade aumenta com pistas paralelas, saídas de pista de alta velocidade (que reduzem o tempo de ocupação) e procedimentos otimizados. Quando a demanda se aproxima da capacidade, formam-se atrasos que crescem de forma não-linear (teoria de filas), motivando expansões ou medidas de gestão de fluxo (slots). Informe o tempo médio entre operações.

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Altura da Superfície de Aproximação

Calcula a altura de uma superfície de aproximação (ou de outra superfície limitadora de obstáculos) a uma dada distância, h = (gradiente ÷ 100) · distância, a partir do gradiente da rampa (em %) e da distância horizontal medida a partir do início da superfície (m). As superfícies limitadoras de obstáculos (OLS — Obstacle Limitation Surfaces) são planos imaginários inclinados que se projetam a partir das cabeceiras e ao redor das pistas, definidos pela ICAO, que delimitam o espaço aéreo que deve permanecer livre de obstáculos para garantir a segurança das operações de pouso e decolagem. A superfície de aproximação, por exemplo, sobe com um gradiente típico de 2% (1:50) a partir do fim da faixa de pista; qualquer objeto (edifício, antena, árvore, terreno) que perfure essa superfície é um obstáculo que deve ser removido, rebaixado, sinalizado/balizado ou, em último caso, levar a restrições operacionais. Este cálculo determina a altura máxima permitida da superfície em cada ponto, para comparar com a altura real de obstáculos existentes ou propostos no entorno do aeroporto — base do controle do uso do solo nas zonas de proteção aeroportuária e da análise de novos empreendimentos (a famosa avaliação de 'objeto projetado no espaço aéreo'). Informe o gradiente e a distância.

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Distância de Decolagem Disponível (TODA)

Calcula a distância de decolagem disponível (TODA — Take-Off Distance Available), TODA = TORA + zona livre de obstáculos (clearway), a partir do comprimento de pista disponível para corrida de decolagem (TORA — Take-Off Run Available) e do comprimento da clearway. A TODA é uma das quatro distâncias declaradas de uma pista, conceitos centrais da operação aeroportuária definidos pela ICAO. A clearway é uma área retangular ao final da pista, livre de obstáculos, sobre a qual a aeronave pode completar a fase inicial de subida até atingir uma altura mínima — ela estende a distância de decolagem sem exigir pavimento adicional, pois o avião já estará no ar. A TODA é a distância total disponível para a aeronave decolar e atingir a altura de segurança especificada. As distâncias declaradas (TORA, TODA, ASDA e LDA) são publicadas para cada cabeceira de pista nas cartas aeronáuticas e usadas pelos pilotos e despachantes para verificar, em cada decolagem, se a aeronave — com seu peso, configuração e as condições do dia — cabe na pista disponível com as margens de segurança exigidas. Informe a TORA e o comprimento da clearway.

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