HAS-BLED (risco sangramento)
Calcula risco de sangramento em anticoagulação. Soma 1 ponto: HAS, função renal/hepática, AVC, sangramento prévio, INR lábil, idoso>65, drogas/álcool.
HAS-BLED
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HAS-BLED: risco de sangramento na anticoagulação oral
O HAS-BLED estima o risco anual de sangramento maior em pacientes em anticoagulação oral, sobretudo por fibrilação atrial. Cada item vale 1 ponto, salvo indicação: H hipertensão não controlada (PAS >160), A função renal anormal (1) e/ou hepática anormal (1), S AVC prévio, B história ou predisposição a sangramento, L INR lábil (TTR <60%), E idoso >65 anos, D drogas (antiagregantes/AINEs) (1) e/ou abuso de álcool (1). O total vai de 0–9. Como ler: 0–2 risco baixo/moderado, ≥3 risco alto, o que pede vigilância maior mas não contraindica a anticoagulação. Exemplo: paciente de 70 anos, hipertenso (descontrolado), em uso de AAS soma 1+1+1 = 3 → alto risco, hora de intensificar o acompanhamento.
Contexto clínico
Foi validado em 2010 (Pisters et al.) e depois adotado pela ESC e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Você o usa junto com o CHA2DS2-VASc, nunca no lugar dele. O grande valor do escore está em apontar fatores reversíveis: controlar a pressão, reduzir o álcool, rever AINEs e antiplaquetários concomitantes, apertar o controle do INR. Cabe a pacientes em varfarina ou DOAC, em ambulatórios de FA, no seguimento pós-tromboembolismo e na decisão sobre combinar antiplaquetário com anticoagulante.
Perguntas frequentes
HAS-BLED ≥3 contraindica anticoagular? Não. Indica que o risco hemorrágico está elevado, então os fatores reversíveis precisam ser corrigidos e o monitoramento, intensificado. Não é motivo para negar a anticoagulação que o CHA2DS2-VASc indica.
O critério "INR lábil" vale para DOAC? Não. Vale só para a varfarina (TTR <60% nos últimos 6 meses). No caso dos DOAC, deixe esse item de fora.
O que conta como anormalidade renal/hepática? No lado renal: creatinina >2,26 mg/dL, diálise ou transplante. No lado hepático: cirrose, ou bilirrubina >2× normal junto com AST/ALT >3× normal.
Com que frequência reavaliar? Pelo menos uma vez por ano, e de novo após qualquer mudança clínica relevante, como medicação nova, piora renal ou internação.
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