Taxa Assimilatória Líquida (Fórmula de Gregory)
Calcula a taxa assimilatória líquida de uma planta pela fórmula clássica de Gregory, o núcleo da análise de crescimento vegetal. A taxa é o ganho de matéria seca por dia multiplicado pela razão entre a diferença dos logaritmos naturais das duas áreas foliares e a diferença das próprias áreas: TAL = [(W2 − W1) ÷ intervalo] × [ln(A2) − ln(A1)] ÷ (A2 − A1). O resultado mede a eficiência fotossintética líquida por unidade de área foliar, descontada a respiração — valores típicos de culturas anuais em pleno crescimento ficam entre 5 e 15 gramas por metro quadrado de folha por dia, e uma queda ao longo do ciclo indica autossombreamento do dossel. A forma logarítmica de Gregory (1926) foi adotada, e não a aproximação TAL = ganho de massa ÷ (área foliar média × intervalo), porque a primeira é exata quando a área foliar cresce linearmente com a massa seca no intervalo, que é a hipótese padrão da análise de crescimento clássica. Informe as massas secas inicial e final, as áreas foliares inicial e final e o intervalo entre as duas amostragens.
Resultado
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TAL: o que cada metro quadrado de folha produz por dia
Quem faz análise de crescimento vegetal só chega à taxa assimilatória líquida no fim de um trabalho braçal: duas amostragens destrutivas, plantas na estufa a 65 °C até massa constante, área foliar lida folha por folha no integrador. O ganho de massa entre as duas datas, sozinho, responde pouco — uma planta pesada pode ter engordado só por carregar muita folha, e não por fotossintetizar bem. A TAL separa as duas coisas: mede quanto de matéria seca cada metro quadrado de folha entregou por dia, já descontada a respiração. É o número que distingue cultivar eficiente de cultivar grande, e é o que denuncia autossombreamento quando cai na segunda metade do ciclo.
A fórmula de Gregory é TAL = [(W2 − W1) ÷ intervalo] × [ln(A2) − ln(A1)] ÷ (A2 − A1). W1 e W2 são as massas secas totais em gramas, A1 e A2 as áreas foliares em metros quadrados, e o intervalo vem em dias. Com os valores padrão da tela — 4,5 g e 12,8 g de massa, 0,032 m² e 0,078 m² de área, 14 dias — o resultado é 11,483 g/m²/dia, típico de cultura anual em pleno crescimento, faixa que costuma ficar entre 5 e 15. Foi adotada a forma logarítmica de 1926, e não a aproximação pela área foliar média, porque a versão com logaritmos é exata quando a área cresce em proporção à massa seca dentro do intervalo. A diferença não é decorativa: os mesmos dados, pela média, dariam 10,779.
O pressuposto de linearidade entre área e massa é o que limita tudo o resto. Intervalos acima de três semanas, ou colheitas que peguem a planta trocando de fase — florescimento, início de enchimento de grãos — quebram a relação e o valor perde sentido físico. A calculadora recusa área inicial igual à final, porque o denominador zera; quando as duas áreas ficam muito próximas, o limite matemático da fórmula é o ganho de massa dividido pela própria área, e vale mais calcular esse caso à mão. O erro de unidade mais comum é digitar área em centímetros quadrados: 320 e 780 cm² no lugar de 0,032 e 0,078 m² devolvem 0,001148, dez mil vezes menor, sem aviso nenhum na tela.
Perguntas frequentes
De onde sai o 11,483 g/m²/dia dos valores padrão?
Por que a área foliar inicial não pode ser igual à final?
Posso informar a área foliar em centímetros quadrados?
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