Poder de Penetração do Banho (Haring-Blum)
Calcula o poder de penetração de um banho de eletrodeposição a partir do ensaio da célula de Haring-Blum, PP = 100 × (K − M) ÷ (K + M − 2, que é a forma de Field —), em que K é a razão entre as distâncias do anodo aos dois catodos — a célula padrão usa 5 para 1 — e M é a razão entre a massa depositada no catodo próximo e a massa depositada no catodo distante. O número, em porcentagem, mede o quanto o banho consegue igualar a espessura do depósito em regiões de acesso desigual, como reentrâncias, furos e o interior de peças estampadas, apesar da diferença de resistência do eletrólito entre os dois caminhos. Quando M é igual a K, o metal se distribuiu exatamente na proporção prevista pela geometria e o poder de penetração é zero; quando M chega a 1, os dois catodos recebem a mesma massa e o resultado é 100%; valores negativos aparecem quando o banho deposita no catodo distante ainda menos do que a geometria já previa, que é o caso notório dos banhos de cromo. Banhos alcalinos e cianídricos costumam dar os melhores resultados, e os ácidos brilhantes os piores, e é por isso que a escolha do eletrólito pesa mais que o aumento de corrente quando a peça tem geometria complicada. Informe a razão de distâncias da célula e a razão entre as massas depositadas.
Resultado
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Poder de penetração: leitura do ensaio Haring-Blum
Numa linha de galvanoplastia, a peça que reprova quase nunca reprova pela face plana. Reprova pelo fundo do furo, pela aba interna, pela reentrância que a corrente enxerga com mais resistência de eletrólito — ali a espessura fica abaixo do mínimo e a peça enferruja antes do prazo. O ensaio da célula de Haring-Blum coloca esse comportamento numa escala: dois catodos, um perto do anodo e outro longe, pesados depois de uma corrida com corrente fixa. O resultado ajuda a decidir se a culpa é do banho ou do arranjo da gancheira.
PP = 100 × (K − M) ÷ (K + M − 2), com K sendo a razão entre as duas distâncias anodo-catodo — a célula padrão usa 5 para 1 — e M a massa do catodo próximo dividida pela do catodo distante. Esse denominador é a forma de Field, que ancora o zero na distribuição primária de corrente: quando M cai exatamente em cima de K, o metal se repartiu como a geometria mandava e o banho não acrescentou nada. M igual a 1 significa massas iguais e resultado de 100%. Com os padrões da tela, K = 5 e M = 3,2, saem 29,03%.
A célula mede o banho dentro da geometria dela: catodos planos e paralelos, sem blindagem, sem gaiola de Faraday e sem agitação forçada. Furo cego profundo continua se comportando pior que o pior número medido aqui. A densidade de corrente também pesa — o mesmo banho tira notas diferentes a 2 e a 8 A/dm², porque a curva de polarização é curva mesmo. E a razão de massas ignora eficiência catódica variável: no cromo decorativo, cuja eficiência despenca nas regiões de baixa densidade, um resultado negativo descreve o banho de verdade, e não uma pesagem malfeita.
Perguntas frequentes
O que os 29,03% dos valores padrão querem dizer?
Por que o campo K recusa o valor 1 ou qualquer coisa abaixo dele?
Resultado negativo quer dizer que errei o ensaio?
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