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Projeção de Aposentadoria

Projeta saldo de aposentadoria com aporte mensal fixo e taxa de juros mensal. Mostra valor final em N anos e renda mensal vitalícia.

Projeção de aposentadoria — como funciona

O valor futuro de um aporte mensal a taxa constante sai de VF = S·(1+i)^n + P · ((1+i)^n − 1) / i. Aqui S é o saldo inicial, P o aporte mensal, i a taxa mensal e n o número de meses. Digamos que você aporte R$ 500/mês a 0,6% ao mês real por 30 anos (360 meses), partindo de zero. Dá 500 · (1,006^360 − 1) / 0,006 ≈ R$ 595.000.

  • Pilar público (INSS) — pela EC 103/2019, a idade mínima é de 65 anos (h) ou 62 (m), com contribuição mínima de 20 anos (h) ou 15 (m). O benefício é a média de 100% dos salários de contribuição desde jul/1994. Parte-se de 60% dessa média e soma-se 2% por ano que passar de 20/15. O descarte dos 20% menores, da regra antiga, não vale mais.
  • Pilar privado (PGBL/VGBL) — no PGBL você deduz aportes de até 12% da renda tributável anual, mas o total é tributado lá na frente, no resgate. O VGBL não dá dedução na entrada e tributa só o rendimento. A tabela regressiva vai de 35% até 10% depois dos 10 anos; a progressiva segue o IRPF.
  • Regra dos 25× (Trinity Study) — se você junta 25× o gasto anual, sacar 4% ao ano historicamente aguentou 30 anos ou mais. Um gasto de R$ 5.000/mês significa um patrimônio-alvo de R$ 1,5 milhão.

Contexto brasileiro

Para o celetista, o INSS não é opcional. A dúvida real é quanto somar por cima via PGBL/VGBL ou investimentos diretos como Tesouro IPCA+, ETFs e FIIs. Para o autônomo no carnê, a cobertura do INSS é bem mais magra, então o pilar privado acaba carregando a maior parte da aposentadoria. O movimento FIRE (Financial Independence, Retire Early) se apoia na mesma conta e pegou entre desenvolvedores e consultores brasileiros.

Perguntas frequentes

Uso taxa real ou nominal? Em projeções de aposentadoria, use a taxa real, a que fica acima da inflação, porque é ela que preserva o poder de compra. O benchmark brasileiro aqui é o Tesouro IPCA+, que ficou em torno de 6% ao ano real em 2024.

PGBL ou VGBL? O PGBL só sai na frente quando você declara IRPF no modelo completo e tem renda tributável suficiente para de fato aproveitar a dedução de 12%. Fora disso, o VGBL é a melhor aposta.

O INSS sozinho basta? Para quem ganha acima do mínimo, quase nunca. O teto do INSS ficou em cerca de R$ 7.800/mês em 2024, e o benefício efetivo pode cair bem abaixo disso pela fórmula pós-2019. Quase toda a classe média acaba precisando de um complemento privado.

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