Intervalo de Tráfego de Elevadores
Calcula o intervalo de tráfego (tempo de espera médio) de um grupo de elevadores, INT = RTT ÷ N, dividindo o tempo de viagem redondo RTT (s) pelo número de elevadores N do grupo. O resultado, em segundos, é o tempo médio entre a chegada de elevadores ao pavimento principal — o principal indicador de qualidade de serviço percebido pelos usuários (tempo de espera). Intervalos de até 30 s são considerados excelentes; acima de 50-60 s, ruins. Mais elevadores no grupo reduzem o intervalo. É o critério-chave no dimensionamento do número de elevadores. Informe o RTT e o número de elevadores.
Resultado
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Intervalo de tráfego
O intervalo de tráfego é o que o usuário realmente sente: o tempo médio de espera por um elevador. Para um grupo de N elevadores trabalhando juntos, INT = RTT ÷ N, o tempo de viagem redondo dividido pelo número de elevadores. A lógica: se um elevador completa um ciclo a cada RTT segundos, e há N deles distribuídos uniformemente no ciclo, então chega um elevador ao térreo a cada RTT/N segundos — esse é o intervalo médio entre chegadas, e portanto a espera média (a espera máxima é o próprio intervalo; a média percebida, cerca de metade). O intervalo é o principal indicador de qualidade de serviço de um sistema de elevadores, com faixas bem estabelecidas: intervalos de até ~30 s são considerados excelentes (escritórios de alto padrão); 30-40 s, bons; 40-50 s, regulares; acima de 50-60 s, ruins (usuários ficam impacientes, reclamam, usam escadas). É o critério decisivo no dimensionamento do número de elevadores: adiciona-se elevadores ao grupo até o intervalo cair à faixa aceitável para o uso do edifício. Há um equilíbrio econômico — mais elevadores melhoram o serviço mas custam caro (poço, máquinas, área nobre perdida). Algoritmos modernos de despacho de destino (o usuário informa o andar na botoeira do hall) agrupam passageiros e reduzem o RTT, melhorando o intervalo sem adicionar elevadores. Informe o RTT e o número de elevadores.
Ferramentas Relacionadas
Número de Elevadores Necessários
Calcula o número de elevadores necessários, N = demanda de pico ÷ capacidade por elevador, dividindo a demanda de transporte de pico (pessoas em 5 min) pela capacidade de transporte de um único elevador (pessoas em 5 min). O resultado é a quantidade mínima de elevadores no grupo para atender ao pico de demanda. Na prática, arredonda-se para cima e verifica-se também o intervalo de tráfego resultante (qualidade de espera). A demanda de pico vem da população do edifício vezes o percentual de pico (12-15% em escritórios). Subdimensionar gera filas e esperas longas. Informe a demanda de pico e a capacidade por elevador.
Tempo de Viagem Redondo (RTT)
Estima o tempo de viagem redondo (round trip time, RTT) de um elevador, RTT = 2·(H ÷ v) + paradas × t_parada, a partir da altura de percurso H (m), da velocidade v (m/s), do número de paradas prováveis e do tempo médio por parada (s, incluindo desaceleração, abertura/fechamento de portas e embarque). O resultado, em segundos, é o tempo de um ciclo completo de subida e descida com paradas — parâmetro central da análise de tráfego vertical. Quanto maior o RTT, menor a capacidade de transporte e maior o intervalo entre elevadores. Informe a altura, a velocidade, o número de paradas e o tempo por parada.
Capacidade de Transporte (5 min)
Calcula a capacidade de transporte de um elevador em 5 minutos, HC = (300 × Q) ÷ RTT, a partir da capacidade da cabine Q (pessoas) e do tempo de viagem redondo RTT (s). O resultado, em pessoas transportadas por 5 minutos, é o indicador padrão do desempenho de tráfego vertical (o pico de demanda dos prédios costuma ser medido em 5 min). O fator 300 são os segundos em 5 minutos. Multiplicado pelo número de elevadores e comparado com a população do edifício, define se o sistema atende à demanda (tipicamente 12-15% da população em 5 min em escritórios). Informe a capacidade da cabine e o RTT.
População do Edifício
Estima a população de um edifício, Pop = (área por andar × número de andares) ÷ densidade, a partir da área útil por pavimento (m²), do número de andares e da densidade de ocupação (m² por pessoa). O resultado, em pessoas, é a população total a ser atendida pelo transporte vertical — ponto de partida da análise de tráfego de elevadores. A densidade de ocupação varia com o uso: ~10 m²/pessoa em escritórios densos, ~15-20 m²/pessoa em escritórios padrão, valores próprios para hotéis e residências. Comparada à capacidade de transporte dos elevadores, define se o sistema é adequado. Informe a área por andar, o número de andares e a densidade.
Número de Paradas Prováveis
Calcula o número provável de paradas de um elevador, S = N × (1 − (1 − 1/N)^P), a partir do número de pavimentos servidos N e do número de passageiros P na cabine. O resultado é quantos andares, em média, o elevador efetivamente para durante uma viagem (probabilisticamente, dois passageiros podem ir ao mesmo andar). É um parâmetro essencial do cálculo do tempo de viagem redondo: mais paradas aumentam o RTT. A fórmula assume que os passageiros escolhem andares de destino aleatoriamente e uniformemente. Com a cabine cheia, S se aproxima de N (para em quase todos). Informe o número de pavimentos e de passageiros.
Potência do Motor de Elevador
Calcula a potência do motor de um elevador, P = m·g·v ÷ η, a partir da carga útil m (kg), da gravidade g (9,81 m/s²), da velocidade nominal v (m/s) e do rendimento η do conjunto (motor, redutor, polias). O resultado, em watts, é a potência mecânica necessária para içar a carga à velocidade nominal. Na prática, o contrapeso (que equilibra a cabine mais ~45% da carga) reduz a potência efetiva, e a regeneração de energia na descida pode devolver parte ao sistema. É o cálculo base do dimensionamento da máquina de tração. Informe a carga, a velocidade e o rendimento.
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