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As calculadoras cobrem finanças, saúde, matemática, física, engenharia e o dia a dia: juros e financiamentos, salário líquido, IMC, regra de três, conversões e muito mais. Os resultados têm caráter informativo e educativo — para decisões importantes, confirme com um profissional e fontes oficiais.

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Força de Desbalanceamento

Calcula a força centrífuga gerada por um rotor desbalanceado, F = m·e·ω², a partir da massa desbalanceada m, da excentricidade e (distância do centro de massa ao eixo de rotação) e da velocidade angular ω (rad/s). O resultado, em newtons, é a força rotativa que excita vibrações nos mancais e na estrutura — proporcional ao quadrado da rotação, por isso o desbalanceamento se torna crítico em altas velocidades. Quantificá-la orienta o balanceamento de rotores, ventiladores, turbinas e rodas, reduzindo vibração, ruído e fadiga. Informe a massa desbalanceada, a excentricidade e a velocidade angular.

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Frequência Natural pela Deflexão Estática

Calcula a frequência natural de um sistema a partir da deflexão estática, f_n = (1 ÷ 2π)·√(g ÷ δ), onde δ é a deflexão estática causada pelo peso próprio e g a aceleração da gravidade (9,81 m/s²). O resultado, em Hz, é um método prático e elegante de estimar a frequência natural sem conhecer separadamente massa e rigidez — basta medir o quanto o sistema afunda sob o próprio peso. Deflexões maiores (sistemas mais flexíveis) dão frequências naturais menores, desejável em isoladores de vibração. É muito usado no projeto de molas e coxins. Informe a deflexão estática (em metros).

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Velocidade Crítica de Eixo

Calcula a velocidade crítica de um eixo rotativo, ω_c = √(k ÷ m), a partir da rigidez k do eixo e da massa m do rotor. O resultado, em rad/s, é a velocidade de rotação que coincide com a frequência natural de flexão do eixo — nela, qualquer pequeno desbalanceamento provoca vibração ressonante de grande amplitude, podendo danificar o equipamento. Eixos devem operar com margem segura abaixo da primeira velocidade crítica (rotores rígidos) ou atravessá-la rapidamente até uma faixa acima dela (rotores flexíveis). É um cálculo essencial no projeto de turbinas, bombas e motores de alta rotação. Informe a rigidez e a massa.

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Energia Dissipada por Ciclo

Calcula a energia dissipada por ciclo em um amortecedor viscoso, ΔE = π·c·ω·X², a partir do coeficiente de amortecimento viscoso c, da frequência de excitação ω (rad/s) e da amplitude de vibração X. O resultado, em joules, é a energia mecânica convertida em calor a cada ciclo de oscilação pelo amortecedor — proporcional à frequência e ao quadrado da amplitude. Quantificá-la é essencial para dimensionar amortecedores e dissipadores (em suspensões, edifícios sob sismo, isoladores) e para estimar o aquecimento gerado pela vibração. Quanto maior a dissipação, mais rápido a vibração livre decai. Informe o coeficiente de amortecimento, a frequência e a amplitude.

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Grau de Cristalinidade (Entalpia)

Calcula o grau de cristalinidade de um polímero pelo método da entalpia de fusão, X_c = (ΔH_m ÷ ΔH_m°) × 100%, dividindo a entalpia de fusão medida por DSC (ΔH_m) pela entalpia de fusão do polímero 100% cristalino (ΔH_m°, valor de referência tabelado). O resultado, em %, indica a fração da massa do polímero que está organizada em regiões cristalinas, em oposição às regiões amorfas. A cristalinidade governa propriedades-chave: maior cristalinidade aumenta rigidez, resistência, densidade, opacidade e resistência química, mas reduz a transparência e a resistência ao impacto. Informe a entalpia de fusão medida e a do material 100% cristalino.

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Índice de Polidispersividade (PDI)

Calcula o índice de polidispersividade (PDI) de um polímero, PDI = M_w ÷ M_n, dividindo a massa molar ponderal média (M_w) pela massa molar numérica média (M_n). O resultado (adimensional, sempre ≥ 1) mede a largura da distribuição de massas molares das cadeias: PDI = 1 indica polímero monodisperso (todas as cadeias do mesmo tamanho, raro, típico de polímeros vivos); valores maiores indicam ampla variação de tamanhos. Polímeros comerciais têm PDI de 2 a 20, conforme o processo de polimerização. O PDI afeta a processabilidade, a resistência e as propriedades de fluxo do material. Informe M_w e M_n.

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Grau de Polimerização

Calcula o grau de polimerização de uma cadeia polimérica, DP = M_n ÷ M₀, dividindo a massa molar numérica média da cadeia (M_n) pela massa molar do monômero ou unidade de repetição (M₀). O resultado (adimensional) é o número médio de unidades monoméricas que compõem cada cadeia. Quanto maior o grau de polimerização, maiores as cadeias e mais acentuadas as propriedades poliméricas: aumento de resistência mecânica, viscosidade do fundido, temperatura de transição e tenacidade. Abaixo de um valor crítico, o material não tem as propriedades típicas de um polímero. Informe a massa molar da cadeia e a do monômero.

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Temperatura de Transição Vítrea (Fox)

Calcula a temperatura de transição vítrea (Tg) de uma mistura ou copolímero pela equação de Fox, 1 ÷ Tg = w₁/Tg₁ + w₂/Tg₂, a partir da fração mássica w₁ do componente 1 (com w₂ = 1 − w₁) e das Tg de cada componente puro (em kelvin). O resultado, em K, é a temperatura em que a mistura passa do estado vítreo (rígido) para o estado borrachoso (flexível). A equação de Fox prevê a Tg de blendas miscíveis, copolímeros aleatórios e sistemas plastificados, sendo a base para ajustar a flexibilidade de um polímero pela adição de plastificantes ou comonômeros. Informe a fração mássica do componente 1 e as Tg dos dois componentes.

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Índice de Fluidez (MFI)

Calcula o índice de fluidez (MFI, melt flow index), MFI = (massa × 600) ÷ tempo, a partir da massa de polímero extrudada (g) e do tempo de extrusão (s), normalizando para a massa que flui em 10 minutos. O resultado, em g/10min, mede a facilidade de escoamento do polímero fundido sob carga e temperatura padronizadas (ensaio do plastômetro). MFI alto indica polímero de baixa viscosidade e baixa massa molar, fácil de injetar; MFI baixo indica alta viscosidade, alta massa molar, melhor para extrusão e sopro. É o parâmetro de controle de qualidade mais usado na indústria de plásticos. Informe a massa extrudada e o tempo.

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Viscosidade Intrínseca (Mark-Houwink)

Calcula a viscosidade intrínseca de um polímero pela equação de Mark-Houwink-Sakurada, [η] = K·Mᵃ, a partir das constantes K e a (específicas do par polímero-solvente-temperatura) e da massa molar viscosimétrica média M. O resultado, em dL/g, relaciona a viscosidade de uma solução diluída de polímero com sua massa molar — a base da determinação de massa molar por viscosimetria, uma técnica simples e barata. O expoente a (entre 0,5 e 0,8) reflete a conformação da cadeia no solvente: 0,5 para solvente teta (cadeia enovelada) e até 1,0 para cadeia estendida em bom solvente. Informe as constantes K, a e a massa molar.

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Cristalinidade por Densidade

Calcula o grau de cristalinidade de um polímero pelo método da densidade, X_c = [ρ_c·(ρ − ρ_a)] ÷ [ρ·(ρ_c − ρ_a)] × 100%, a partir da densidade medida da amostra (ρ) e das densidades das fases 100% amorfa (ρ_a) e 100% cristalina (ρ_c). O resultado, em %, baseia-se no fato de que as regiões cristalinas são mais compactas e densas que as amorfas — quanto maior a densidade da amostra, maior sua cristalinidade. É um método alternativo ao DSC (entalpia), simples e preciso, usando coluna de gradiente de densidade ou picnometria. Informe as densidades da amostra, amorfa e cristalina.

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Fração Volumétrica de Fibra

Calcula a fração volumétrica de fibra em um material compósito, V_f = (W_f/ρ_f) ÷ [(W_f/ρ_f) + (W_m/ρ_m)] × 100%, a partir das massas (ou frações mássicas) e densidades da fibra (W_f, ρ_f) e da matriz (W_m, ρ_m). O resultado, em %, converte a composição em massa (medida facilmente) para a composição em volume, que é o que determina as propriedades mecânicas do compósito pela regra das misturas. A fração volumétrica de fibra é o parâmetro mais importante de um laminado: quanto maior (até o limite de empacotamento, ~60-70%), maiores a rigidez e a resistência na direção das fibras. Informe massas e densidades da fibra e da matriz.

🪟

Módulo do Compósito (Regra das Misturas)

Calcula o módulo de elasticidade longitudinal de um compósito pela regra das misturas, E_c = E_f·V_f + E_m·(1 − V_f), a partir do módulo da fibra (E_f), da fração volumétrica de fibra (V_f) e do módulo da matriz (E_m). O resultado, na unidade dos módulos (GPa), é o módulo na direção das fibras (limite superior de Voigt), assumindo deformação igual em fibra e matriz. Mostra que a rigidez do compósito é uma média ponderada pelo volume — fibras rígidas (carbono, vidro) em alta fração elevam muito o módulo. Na direção transversal, usa-se a regra das misturas inversa (limite de Reuss), bem menor. Informe o módulo da fibra, a fração de fibra e o módulo da matriz.

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Tempo de Resfriamento (Injeção)

Estima o tempo de resfriamento de uma peça plana na moldagem por injeção, t = h² ÷ (π²·α), a partir da espessura da parede h e da difusividade térmica do polímero α. O resultado, em segundos, é o tempo dominante do ciclo de injeção — a peça só pode ser ejetada após resfriar o suficiente para ter rigidez. O fator mais crítico é a espessura ao quadrado: dobrar a espessura quadruplica o tempo de resfriamento (e o custo por peça). Por isso paredes finas e uniformes são regra de ouro no projeto de peças injetadas. A difusividade térmica baixa dos plásticos torna o resfriamento o gargalo da produtividade. Informe a espessura da parede e a difusividade térmica.

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Sintonia PID Ziegler-Nichols (Kp)

Calcula o ganho proporcional de um controlador PID pelo método de Ziegler-Nichols da malha fechada, K_p = 0,6·K_u, a partir do ganho último K_u (o ganho proporcional em que o sistema entra em oscilação sustentada). O resultado é o ganho proporcional recomendado para um controlador PID; os demais parâmetros derivam do período último T_u (T_i = 0,5·T_u e T_d = 0,125·T_u). É o método clássico de sintonia experimental de controladores, que dá um ponto de partida rápido para a resposta de processos industriais, ajustado depois conforme o desempenho desejado. Informe o ganho último.

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Torque de Servo para Braço

Calcula o torque estático necessário para um servomotor sustentar um braço horizontal, T = m·g·L, a partir da massa na ponta m, da gravidade g (9,81 m/s²) e do comprimento do braço L. O resultado, em N·m, é o torque mínimo que o servo precisa fornecer para manter o braço na horizontal contra o peso da carga — a posição mais desfavorável. É um cálculo essencial no projeto de braços robóticos, garras e mecanismos atuados por servos, dimensionando o motor com margem de segurança sobre esse valor. Para braços com massa própria, considera-se o centro de massa. Informe a massa e o comprimento do braço.

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Resolução de PWM (Níveis)

Calcula o número de níveis de um sinal PWM, níveis = 2^bits, a partir da resolução em bits do gerador (timer) de PWM. O resultado é a quantidade de passos discretos de ciclo de trabalho disponíveis: um PWM de 8 bits oferece 256 níveis (0 a 255), permitindo ajustar a potência em 256 degraus; um de 10 bits, 1024 níveis, controle mais fino. Maior resolução dá controle mais suave de velocidade de motores e brilho de LEDs, mas reduz a frequência máxima de PWM possível para um dado clock do timer. É um parâmetro central na configuração de microcontroladores. Informe a resolução em bits.

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Alcance de Braço Robótico

Calcula o alcance máximo de um braço robótico planar de dois elos, R = L₁ + L₂, somando os comprimentos dos dois elos (braço e antebraço). O resultado, na unidade dos comprimentos, é o raio do envelope de trabalho — a distância máxima que a ponta (efetuador) consegue alcançar quando o braço está totalmente estendido. Define o espaço de trabalho do robô e é o primeiro parâmetro de dimensionamento de manipuladores. O alcance mínimo (zona morta no centro) é |L₁ − L₂|, e a área útil é a coroa circular entre os dois raios. Informe os comprimentos dos dois elos.

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Velocidade de Motor de Passo

Calcula a velocidade de rotação de um motor de passo, RPM = (pps × 60 × ângulo de passo) ÷ 360, a partir da frequência de pulsos pps (passos por segundo) e do ângulo de passo do motor (graus por passo). O resultado, em rotações por minuto, relaciona a frequência de comando enviada ao driver com a velocidade efetiva do eixo. Motores de passo perdem torque em altas velocidades, então existe uma rotação máxima prática. É um cálculo essencial para programar a velocidade de eixos em impressoras 3D, CNC e automação. Informe a frequência de pulsos e o ângulo de passo.

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Torque para Aceleração Angular

Calcula o torque necessário para acelerar angularmente um corpo rotativo, T = I·α, a partir do momento de inércia I e da aceleração angular desejada α (rad/s²). O resultado, em N·m, é a versão rotacional da segunda lei de Newton (F = m·a): quanto maior a inércia do conjunto ou mais rápida a aceleração pretendida, maior o torque exigido do motor. É fundamental no dimensionamento de acionamentos que precisam acelerar e desacelerar cargas rapidamente — robôs, posicionadores, fusos — onde o torque de aceleração soma-se ao torque de atrito e de carga. Informe o momento de inércia e a aceleração angular.

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Torque de Motor pela Corrente

Calcula o torque produzido por um motor de corrente contínua, T = K_t·I, a partir da constante de torque K_t (N·m/A) e da corrente de armadura I. O resultado, em N·m, mostra que o torque de um motor CC é diretamente proporcional à corrente — é por isso que medir a corrente é a forma mais simples de estimar (e limitar) o torque e detectar sobrecargas. A constante de torque K_t é uma característica do motor (numericamente igual à constante de força contraeletromotriz K_e em unidades SI). É a base do controle de torque em servomotores e robótica. Informe a constante de torque e a corrente.

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Tensão de Saída PWM

Calcula a tensão média de saída de um sinal PWM, V_out = (duty ÷ 100) × V_sup, a partir do ciclo de trabalho (duty cycle, em %) e da tensão de alimentação V_sup. O resultado, em volts, é a tensão média efetiva entregue a uma carga (motor, LED, aquecedor) ao se chavear rapidamente a alimentação ligando e desligando. Variar o ciclo de trabalho de 0 a 100% varia a tensão média de 0 a V_sup, permitindo controlar potência sem dissipar energia em resistências — a base do controle de velocidade de motores e brilho de LEDs em microcontroladores. Informe o ciclo de trabalho e a tensão de alimentação.

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Velocidade sem Carga de Motor CC

Calcula a velocidade sem carga de um motor de corrente contínua, ω = V ÷ K_e, a partir da tensão aplicada V e da constante de força contraeletromotriz K_e (V·s/rad). O resultado, em rad/s, é a rotação que o motor atinge sem carga, quando a força contraeletromotriz gerada quase iguala a tensão aplicada e a corrente cai ao mínimo. É o limite superior de velocidade do motor para uma dada tensão, base da curva torque-velocidade (que vai do torque de bloqueio na velocidade zero à velocidade sem carga no torque zero). Permite estimar a faixa de operação de servos e motores CC. Informe a tensão e a constante K_e.

Corrente de Bloqueio de Motor CC

Calcula a corrente de bloqueio (stall) de um motor de corrente contínua, I = V ÷ R, a partir da tensão aplicada V e da resistência de armadura R. O resultado, em amperes, é a corrente máxima que o motor drena quando o eixo está travado (velocidade zero, sem força contraeletromotriz) — muito maior que a corrente de operação normal. É a corrente mais perigosa: pode queimar o motor e o driver se sustentada, por isso sistemas preveem proteção contra travamento. Também corresponde ao ponto de torque máximo (de bloqueio) na curva torque-velocidade. É essencial para dimensionar fusíveis, drivers e fontes. Informe a tensão e a resistência de armadura.

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Capacidade de Campo Efetiva

Calcula a capacidade de campo efetiva de uma operação mecanizada agrícola, CC = (v × L × Ef) ÷ 10, a partir da velocidade de trabalho v (km/h), da largura efetiva de trabalho L (m) e da eficiência de campo Ef (em decimal). O resultado, em hectares por hora, é a área que a máquina efetivamente trabalha por hora, já descontando as perdas de tempo com manobras, abastecimentos e sobreposições (eficiência). O fator 10 ajusta as unidades. É o parâmetro central no planejamento da mecanização: define quantas máquinas e horas são necessárias para concluir uma operação (plantio, pulverização, colheita) na janela de tempo disponível. Informe a velocidade, a largura e a eficiência de campo.

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Patinagem de Trator

Calcula a patinagem (deslizamento) dos rodados de um trator, patinagem = (1 − D_carga ÷ D_vazio) × 100%, comparando a distância percorrida em um certo número de voltas das rodas com carga (D_carga) e sem carga (D_vazio). O resultado, em %, mede quanto as rodas giram sem avançar, por escorregamento no solo. Patinagem excessiva desperdiça potência e combustível e compacta o solo; patinagem nula indica falta de tração. A faixa ideal para tratores agrícolas é tipicamente de 8 a 15% em solo firme, ajustada com lastro e pressão dos pneus. É um indicador-chave de eficiência de tração. Informe as distâncias com e sem carga.

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Força na Barra de Tração

Calcula a força disponível na barra de tração de um trator, F = W × μ, multiplicando o peso aderente sobre os rodados motrizes W (kN) pelo coeficiente de tração μ do conjunto pneu-solo. O resultado, em kN, é o esforço de tração que o trator consegue exercer para puxar implementos (arado, grade, semeadora) — limitado pela aderência ao solo, não pela potência do motor. O coeficiente de tração depende do tipo de solo e pneu (0,5 a 0,7 em solo firme; bem menos em solo solto ou úmido). Aumentar o peso aderente (lastro) eleva a força disponível. Informe o peso aderente e o coeficiente de tração.

Consumo de Combustível por Hectare

Calcula o consumo de combustível por hectare de uma operação mecanizada, consumo = consumo horário ÷ capacidade de campo, dividindo o consumo do trator por hora (L/h) pela capacidade de campo efetiva (ha/h). O resultado, em litros por hectare, é o indicador prático para orçar o custo de combustível de uma operação agrícola e comparar a eficiência energética de máquinas e regulagens. Operações pesadas (subsolagem) consomem muito mais L/ha que leves (pulverização). Combinado com o preço do diesel e a área total, dá o custo de combustível da safra. Informe o consumo horário e a capacidade de campo.

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Volume de Calda de Pulverização

Calcula o volume de calda aplicado por hectare em uma pulverização, volume = (q × 600) ÷ (L × v), a partir da vazão total dos bicos q (L/min), da largura da barra L (m) e da velocidade de deslocamento v (km/h). O resultado, em litros por hectare, é a taxa de aplicação — parâmetro crítico da pulverização agrícola, que deve corresponder à recomendação do defensivo e ao alvo. O fator 600 converte as unidades. Aumentar a velocidade ou a largura reduz o volume aplicado; aumentar a vazão dos bicos o eleva. Calibrar corretamente garante a dose certa de agroquímico, evitando subdosagem (ineficácia) ou superdosagem (desperdício e fitotoxidez). Informe a vazão dos bicos, a largura da barra e a velocidade.

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Lâmina Bruta de Irrigação

Calcula a lâmina bruta de irrigação, L_bruta = L_líquida ÷ Ef, dividindo a lâmina líquida necessária (a água que precisa chegar às raízes, em mm) pela eficiência de aplicação do sistema de irrigação (em decimal). O resultado, em mm, é a lâmina que o sistema deve efetivamente aplicar para que, descontadas as perdas (evaporação, deriva, percolação, escoamento), reste a lâmina líquida no solo. Sistemas mais eficientes (gotejamento, ~90%) exigem menos lâmina bruta que os menos eficientes (aspersão convencional, ~75%; superfície, ~50-60%). É a base do dimensionamento e do manejo da irrigação. Informe a lâmina líquida e a eficiência de aplicação.

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Tempo de Irrigação

Calcula o tempo necessário de irrigação, t = lâmina ÷ intensidade de aplicação, dividindo a lâmina a aplicar (mm) pela intensidade de aplicação do sistema (mm/h). O resultado, em horas, é por quanto tempo o sistema (aspersão, pivô, gotejamento) deve operar para aplicar a lâmina desejada. A intensidade de aplicação não deve exceder a taxa de infiltração do solo, sob pena de gerar escoamento superficial e erosão. Multiplicado pela vazão, dá o volume de água; combinado com o número de setores, define o tempo total de irrigação da área. É um cálculo rotineiro no manejo diário de sistemas de irrigação. Informe a lâmina e a intensidade de aplicação.

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Área Trabalhada por Máquina

Calcula a área trabalhada por uma máquina agrícola, A = capacidade de campo × tempo, multiplicando a capacidade de campo efetiva (ha/h) pelo tempo de operação disponível (h). O resultado, em hectares, é quanto a máquina consegue cobrir em uma jornada — informação direta para o planejamento operacional: quantas horas (ou dias) são necessárias para concluir o plantio, a pulverização ou a colheita de uma área, e se a frota de máquinas dá conta da janela agronômica (período em que a operação deve ocorrer). Subdimensionar a frota atrasa operações críticas e reduz produtividade. Informe a capacidade de campo e o tempo de operação.

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Número de Bicos do Pulverizador

Calcula o número de bicos de uma barra de pulverização, N = largura da barra ÷ espaçamento entre bicos, dividindo a largura total da barra (m) pelo espaçamento desejado entre bicos (m). O resultado é a quantidade de pontas de pulverização que a barra deve ter para cobrir a faixa uniformemente. O espaçamento padrão é tipicamente 0,5 m, com bicos cujo ângulo de jato e altura garantem a sobreposição correta dos leques para distribuição homogênea da calda. Espaçamento e número de bicos errados causam falhas ou excessos de aplicação ao longo da faixa. É um cálculo de projeto e calibração de pulverizadores. Informe a largura da barra e o espaçamento entre bicos.

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Eficiência de Campo

Calcula a eficiência de campo de uma operação mecanizada, Ef = (capacidade efetiva ÷ capacidade teórica) × 100%, dividindo a capacidade de campo efetiva (área realmente trabalhada por hora) pela capacidade teórica (a que seria obtida sem nenhuma perda de tempo). O resultado, em %, mede quanto do tempo a máquina passa efetivamente trabalhando, em oposição a manobras de cabeceira, abastecimentos, regulagens, deslocamentos e sobreposições. Operações simples em talhões grandes têm eficiência alta (80-90%); operações complexas em talhões pequenos e irregulares, baixa (60-70%). Melhorar a eficiência de campo (talhões maiores, menos paradas) reduz custos. Informe as capacidades efetiva e teórica.

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Conversor Buck (Abaixador)

Calcula a tensão de saída de um conversor CC-CC buck (abaixador) em condução contínua, V_out = D × V_in, a partir do ciclo de trabalho D (0 a 1) e da tensão de entrada V_in. O resultado, em volts, é sempre menor ou igual à entrada — o conversor buck reduz a tensão de forma eficiente (sem dissipar o excesso, ao contrário de um regulador linear), chaveando rapidamente e filtrando com indutor e capacitor. Variar o ciclo de trabalho ajusta a saída de 0 a V_in. É a topologia mais comum em fontes chaveadas e reguladores de ponto de carga. Informe o ciclo de trabalho e a tensão de entrada.

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Conversor Boost (Elevador)

Calcula a tensão de saída de um conversor CC-CC boost (elevador) em condução contínua, V_out = V_in ÷ (1 − D), a partir da tensão de entrada V_in e do ciclo de trabalho D (0 a 1). O resultado, em volts, é sempre maior que a entrada — o conversor boost eleva a tensão armazenando energia em um indutor e liberando-a em série com a fonte. Conforme D se aproxima de 1, a saída tende ao infinito (limitada pelas perdas reais). É usado em fontes que precisam elevar tensão (LEDs, baterias, correção de fator de potência) e em sistemas fotovoltaicos. Informe a tensão de entrada e o ciclo de trabalho.

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Conversor Buck-Boost

Calcula a tensão de saída de um conversor CC-CC buck-boost em condução contínua, V_out = V_in × D ÷ (1 − D), a partir da tensão de entrada V_in e do ciclo de trabalho D (0 a 1). O resultado, em volts, pode ser menor (D < 0,5) ou maior (D > 0,5) que a entrada — o conversor buck-boost abaixa ou eleva a tensão conforme o ciclo de trabalho, com saída de polaridade invertida na topologia clássica. É usado quando a tensão de entrada pode variar acima e abaixo da saída desejada (baterias que descarregam, fontes universais). Informe a tensão de entrada e o ciclo de trabalho.

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Ondulação de Tensão de Saída

Calcula a ondulação (ripple) de tensão na saída de um conversor chaveado, ΔV = I ÷ (f × C), a partir da corrente de saída I, da frequência de chaveamento f e da capacitância do capacitor de saída C. O resultado, em volts, é a oscilação residual sobreposta à tensão CC de saída, causada pela carga e descarga do capacitor de filtro a cada ciclo de chaveamento. Maior frequência e maior capacitância reduzem o ripple. Manter a ondulação dentro de limites (tipicamente <1% da saída) é essencial para alimentar circuitos sensíveis. Informe a corrente, a frequência de chaveamento e a capacitância.

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Ondulação de Corrente no Indutor

Calcula a ondulação (ripple) de corrente no indutor de um conversor buck, ΔI_L = (V_in × D) ÷ (L × f), a partir da tensão de entrada V_in, do ciclo de trabalho D, da indutância L e da frequência de chaveamento f. O resultado, em amperes, é a variação pico a pico da corrente no indutor durante cada ciclo. É um parâmetro central de projeto: ondulação típica de 20-40% da corrente média é um bom compromisso. Indutância e frequência maiores reduzem o ripple (indutor maior, mais caro; frequência maior, mais perdas de chaveamento). Define também o limite entre condução contínua e descontínua. Informe a tensão, o ciclo de trabalho, a indutância e a frequência.

Tensão Média de Retificador

Calcula a tensão média (CC) de um retificador de onda completa, V_cc = 2 × V_p ÷ π, a partir da tensão de pico V_p da entrada senoidal. O resultado, em volts, é o valor médio da tensão pulsante na saída do retificador antes da filtragem — cerca de 63,7% do pico. Um retificador de onda completa (ponte ou center-tap) inverte os semiciclos negativos, dobrando a frequência da ondulação e elevando a tensão média em relação ao retificador de meia onda (V_p/π). É a base do projeto de fontes de alimentação CC a partir da rede CA. A filtragem com capacitor depois eleva ainda mais a tensão (próxima ao pico). Informe a tensão de pico.

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Corrente Eficaz de Onda Quadrada

Calcula o valor eficaz (RMS) da corrente de uma onda quadrada pulsante, I_rms = I_p × √D, a partir da corrente de pico I_p e do ciclo de trabalho D (fração do período em que a corrente flui). O resultado, em amperes, é a corrente eficaz que determina o aquecimento real (perdas I²R) de um componente que conduz em pulsos — como um transistor ou enrolamento em um conversor chaveado. Diferente do valor médio, o RMS é o que importa para dimensionar condutores, resistências e dissipação. Quanto menor o ciclo de trabalho, menor o RMS para a mesma corrente de pico. Informe a corrente de pico e o ciclo de trabalho.

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Perdas de Condução em MOSFET

Calcula as perdas de condução em um MOSFET, P = I² × R_ds(on), a partir da corrente que o atravessa I e da resistência de canal em condução R_ds(on). O resultado, em watts, é a potência dissipada como calor enquanto o transistor está ligado, devido à resistência do canal. É uma das duas principais perdas em chaves de potência (a outra é a de chaveamento). MOSFETs de menor R_ds(on) reduzem essas perdas, importantes em correntes altas e baixas frequências. As perdas de condução, somadas às de chaveamento, definem o aquecimento e a necessidade de dissipador. Informe a corrente e a resistência de condução.

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Perdas de Chaveamento

Calcula as perdas de chaveamento (comutação) em um transistor de potência, P_sw = 0,5 × V × I × (t_on + t_off) × f, a partir da tensão V, da corrente I, do tempo total de comutação (subida + descida) e da frequência de chaveamento f. O resultado, em watts, é a energia perdida durante as transições liga-desliga, quando tensão e corrente coexistem no transistor. Diferente das perdas de condução, as de chaveamento crescem com a frequência — por isso há um limite prático para subir a frequência (que reduziria indutores e capacitores). Transistores rápidos (tempos curtos) e drivers adequados minimizam essas perdas. Informe a tensão, a corrente, o tempo de comutação e a frequência.

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Temperatura de Junção

Calcula a temperatura de junção de um semicondutor de potência, T_j = T_a + P × R_th, a partir da temperatura ambiente T_a, da potência dissipada P e da resistência térmica total junção-ambiente R_th (°C/W). O resultado, em °C, é a temperatura interna do componente (junção do silício), que não pode ultrapassar o limite do fabricante (tipicamente 150 °C) sob pena de falha. A resistência térmica soma as etapas junção-encapsulamento, encapsulamento-dissipador e dissipador-ambiente. Reduzir R_th (dissipador maior, ventilação, pasta térmica) baixa a temperatura de junção. É o cálculo central do dimensionamento térmico de eletrônica de potência. Informe a temperatura ambiente, a potência dissipada e a resistência térmica.

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Comprimento de Onda Oceânica

Calcula o comprimento de onda de uma onda oceânica em águas profundas, L = g·T² ÷ (2π), a partir do período da onda T (s) e da gravidade g (9,81 m/s²). O resultado, em metros, é a distância entre duas cristas sucessivas — em águas profundas, depende apenas do período. Ondas de período longo (swell de tempestades distantes) têm comprimentos muito maiores que as ondas locais de vento. O comprimento de onda determina a profundidade em que a onda 'sente' o fundo (cerca de L/2), começa a refratar e a empolar até quebrar. É um parâmetro fundamental da teoria linear de ondas e da engenharia costeira. Informe o período da onda.

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Celeridade de Onda em Águas Profundas

Calcula a celeridade (velocidade de fase) de uma onda oceânica em águas profundas, c = g·T ÷ (2π), a partir do período T (s) e da gravidade g. O resultado, em m/s, é a velocidade com que a crista da onda se propaga. Em águas profundas, ondas de maior período viajam mais rápido — fenômeno chamado dispersão, que faz o swell de período longo chegar à costa antes das ondas curtas geradas pela mesma tempestade. A celeridade é metade da velocidade de grupo (com que a energia viaja) em águas profundas. É um conceito-base da hidrodinâmica de ondas. Informe o período da onda.

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Celeridade de Onda em Águas Rasas

Calcula a celeridade de uma onda em águas rasas, c = √(g·h), a partir da profundidade da água h (m) e da gravidade g. O resultado, em m/s, é a velocidade de propagação quando a profundidade é muito menor que o comprimento de onda — situação em que a onda 'sente' o fundo e sua velocidade passa a depender apenas da profundidade, não mais do período. É por isso que as ondas refratam ao se aproximar da costa (a parte em água mais funda viaja mais rápido) e por que tsunamis viajam a centenas de km/h no oceano profundo e desaceleram (empilhando energia) ao chegar à costa. Informe a profundidade da água.

Energia da Onda

Calcula a densidade de energia de uma onda oceânica, E = (1 ÷ 8)·ρ·g·H², a partir da densidade da água ρ (kg/m³, ~1025 para água do mar), da gravidade g e da altura da onda H (m). O resultado, em J/m² (energia por unidade de área da superfície), é a soma das energias cinética e potencial da onda — proporcional ao quadrado da altura, por isso ondas grandes carregam muito mais energia. É a base do cálculo do potencial de geração de energia das ondas e do impacto sobre estruturas costeiras e a erosão de praias. Informe a densidade da água e a altura da onda.

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Potência da Onda

Estima o fluxo de potência de uma onda oceânica por metro de frente de onda, P ≈ 0,5 × H² × T, a partir da altura da onda H (m) e do período T (s), em águas profundas (água do mar). O resultado, em kW/m, é a potência disponível por metro de largura da frente de onda — indicador-chave do potencial de energia das ondas para conversores (WECs). Litorais expostos a swells oceânicos (costa atlântica europeia, Pacífico) chegam a 30-70 kW/m, recurso energético renovável significativo. A potência cresce com o quadrado da altura e linearmente com o período. Informe a altura e o período da onda.

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Amplitude de Maré

Calcula a amplitude (variação) de maré, range = altura da preamar − altura da baixa-mar, subtraindo o nível mais baixo do mais alto observados em um ciclo de maré. O resultado, em metros, é a diferença vertical entre a maré alta e a maré baixa — parâmetro fundamental para navegação (calado disponível), projeto de portos e estruturas costeiras, energia maremotriz e ecologia da zona entremarés. As marés de sizígia (lua nova/cheia) têm amplitude máxima; as de quadratura (lua em quarto), mínima. Algumas regiões têm amplitudes de poucos centímetros; outras (baía de Fundy), mais de 15 metros. Informe as alturas de preamar e baixa-mar.

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Declividade de Onda

Calcula a declividade (esbeltez) de uma onda, s = H ÷ L, dividindo a altura da onda H pelo comprimento de onda L. O resultado (adimensional) é a inclinação relativa da onda — quanto mais alta para seu comprimento, mais íngreme. A declividade tem um limite físico: ondas em águas profundas quebram quando s excede cerca de 1/7 (0,143), pois a crista fica instável (ângulo de 120°). Ondas de tempestade jovens são íngremes; o swell que viaja longas distâncias é suave (baixa declividade). A declividade governa a estabilidade da onda, a quebra e o conforto de embarcações. Informe a altura e o comprimento de onda.

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Número de Iribarren

Calcula o número de Iribarren (parâmetro de semelhança de surf), ξ = tan(β) ÷ √(H ÷ L), a partir da declividade da praia tan(β), da altura da onda H e do comprimento de onda L. O resultado (adimensional) classifica o tipo de quebra de onda e o espraiamento: ξ < 0,5 indica quebra deslizante (spilling, praias planas); 0,5 < ξ < 3,3, mergulhante (plunging, a onda 'tuba'); ξ > 3,3, frontal/colapsante (surging, praias íngremes). É amplamente usado em engenharia costeira para prever runup, galgamento de estruturas e estabilidade de enrocamentos. Informe a declividade da praia, a altura e o comprimento da onda.

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Velocidade de Grupo da Onda

Calcula a velocidade de grupo de uma onda oceânica em águas profundas, c_g = g·T ÷ (4π), a partir do período T (s). O resultado, em m/s, é a velocidade com que a energia da onda (e a 'envoltória' de um grupo de ondas) se propaga — exatamente metade da celeridade (velocidade de fase) em águas profundas. Essa diferença explica um fenômeno curioso: dentro de um grupo de ondas, cristas individuais surgem na traseira, avançam pelo grupo (mais rápidas que ele) e desaparecem na frente. A velocidade de grupo é a que importa para o transporte de energia e para prever a chegada do swell à costa. Informe o período da onda.

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Período de Onda

Calcula o período de uma onda, T = 1 ÷ f, a partir da frequência f (Hz). O resultado, em segundos, é o tempo entre a passagem de duas cristas sucessivas por um ponto fixo — uma das grandezas mais importantes de uma onda oceânica. O período determina o comprimento de onda e a celeridade (em águas profundas), a profundidade em que a onda interage com o fundo, e classifica o estado do mar: ondas de vento locais têm períodos curtos (3-8 s), enquanto o swell de tempestades distantes tem períodos longos (10-20 s), viaja mais rápido e penetra mais fundo. O período é medido por boias e usado em previsão de ondas. Informe a frequência da onda.

Tempo de Solidificação (Chvorinov)

Calcula o tempo de solidificação de uma peça fundida pela regra de Chvorinov, t = B × (V ÷ A)², a partir da constante do molde B (min/cm², que depende do material do molde e do metal) e da razão entre o volume V e a área superficial A da peça. O resultado, em minutos, é o tempo que o metal leva para solidificar completamente. A regra mostra que peças com maior razão volume/área (mais 'maciças') solidificam mais devagar — princípio fundamental do projeto de fundição: os massalotes (reservatórios de metal) devem ter módulo maior que a peça para solidificar por último e alimentar a contração. Informe a constante do molde, o volume e a área da peça.

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Módulo de Resfriamento da Peça

Calcula o módulo de resfriamento (ou módulo geométrico) de uma peça fundida, M = V ÷ A, dividindo o volume V pela área superficial A em contato com o molde. O resultado, em cm (unidade de comprimento), é o parâmetro que governa a velocidade de solidificação: quanto maior o módulo, mais lenta a solidificação (a regra de Chvorinov diz que o tempo é proporcional ao quadrado do módulo). É a base do dimensionamento de massalotes na fundição — a regra dos módulos exige que o módulo do massalote seja cerca de 1,2 vezes o da peça, para que ele solidifique depois e alimente a contração, evitando rechupes. Informe o volume e a área da peça.

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Rendimento Metálico da Fundição

Calcula o rendimento metálico de um processo de fundição, η = (massa da peça ÷ massa total vazada) × 100%, dividindo a massa da peça acabada pela massa total de metal vazado (peça + massalotes + canais + sobras). O resultado, em %, mede a eficiência do aproveitamento do metal: o restante (canais, massalotes, rebarbas) é refundido, mas consome energia e gera custo. Rendimentos típicos variam de 50 a 80%, conforme a complexidade da peça e do sistema de alimentação. Maximizar o rendimento (massalotes bem dimensionados, sistema de canais otimizado) reduz custos de energia e refusão. Informe a massa da peça e a massa total vazada.

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Sobremedida de Contração

Calcula a dimensão do modelo (molde) considerando a contração de solidificação, dimensão = dimensão da peça × (1 + contração ÷ 100), a partir da dimensão final desejada da peça e do coeficiente de contração linear do metal (%). O resultado é a dimensão maior que o modelo deve ter para que, ao solidificar e resfriar, a peça contraia até a medida correta. Cada metal tem sua contração linear de solidificação: aço ~2%, ferro fundido cinzento ~1%, alumínio ~1,3%, bronze ~1,5%. Os modeladores usam réguas de contração ('réguas de fundidor') já dilatadas. Ignorar a contração resulta em peças menores que o especificado. Informe a dimensão da peça e o coeficiente de contração.

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Pressão Metalostática

Calcula a pressão metalostática exercida pelo metal líquido no fundo de um molde, P = ρ × g × h, a partir da densidade do metal líquido ρ (kg/m³), da gravidade g e da altura da coluna de metal h (m). O resultado, em pascals, é a pressão que o metal fundido exerce sobre as paredes e o fundo do molde devido ao seu próprio peso — análoga à pressão hidrostática, mas com a alta densidade dos metais. É essencial para dimensionar a resistência do molde (que pode 'estourar' ou deformar sob pressão), prever a flutuação de machos e a penetração de metal em frestas. Metais densos (ferro, ~7000 kg/m³) geram pressões altas. Informe a densidade do metal e a altura da coluna.

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Tempo de Enchimento do Molde

Calcula o tempo de enchimento de um molde de fundição, t = V ÷ Q, dividindo o volume da cavidade V pela vazão de metal Q do sistema de canais. O resultado, em segundos, é o tempo para preencher completamente o molde com metal líquido. É um parâmetro crítico: enchimento lento demais permite que o metal esfrie e solidifique antes de preencher tudo (defeito de junta fria, falta de enchimento), enquanto rápido demais causa turbulência, aprisionamento de gases, erosão do molde e inclusões. O tempo ótimo depende do peso e da espessura da peça e do metal. Dimensionar o sistema de canais para o tempo correto é central no projeto de fundição. Informe o volume da cavidade e a vazão.