🧮Calculadoras
As calculadoras cobrem finanças, saúde, matemática, física, engenharia e o dia a dia: juros e financiamentos, salário líquido, IMC, regra de três, conversões e muito mais. Os resultados têm caráter informativo e educativo — para decisões importantes, confirme com um profissional e fontes oficiais.
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Juros Acruados de Título (Cupom Corrido)
Calcula os juros acruados de um título de renda fixa, também chamados de cupom corrido: a parcela de juros que se acumulou desde o último pagamento de cupom até a data de liquidação. A conta usa o regime linear, proporcional aos dias decorridos: juros = valor de face × (taxa de cupom ÷ frequência) × (dias decorridos ÷ dias do período). É esse valor que o comprador paga a mais ao vendedor, porque o cupom inteiro vai para quem detém o título na data de pagamento. Informe o valor de face, a taxa de cupom anual, o número de cupons por ano, os dias desde o último cupom e os dias do período.
Preço Sujo de Título (Dirty Price)
Calcula o preço sujo (dirty price) de um título: o preço limpo somado aos juros acruados desde o último cupom. O preço limpo é o que aparece nas cotações, mas o que efetivamente troca de mãos na liquidação é o preço sujo, porque o comprador precisa ressarcir o vendedor pelos juros já corridos. A ferramenta calcula os juros acruados pelo regime linear e os adiciona ao preço limpo, devolvendo as duas parcelas. Informe o preço limpo, o valor de face, a taxa de cupom anual, a frequência de cupons, os dias desde o último cupom e os dias do período.
Color de Opção (Decaimento da Gama)
Calcula o color de uma opção, a grega de terceira ordem que mostra quanto a gama muda a cada dia que passa, mantendo o resto constante. Como a gama mede a velocidade com que o delta se move, o color avisa se essa velocidade está acelerando ou desacelerando conforme o vencimento se aproxima, informação útil para quem gerencia posições gama perto da data de exercício, quando a gama de uma opção no dinheiro dispara. O resultado sai por ano e por dia, calculado para uma call sem dividendos. Informe o preço à vista, o strike, a taxa de juros, o prazo em anos e a volatilidade.
Veta de Opção (Decaimento do Vega)
Calcula o veta de uma opção, a grega que mede quanto o vega muda a cada dia que passa. Como o vega indica a sensibilidade do prêmio à volatilidade, o veta mostra se essa sensibilidade está encolhendo com o tempo, e ela encolhe: perto do vencimento o vega tende a zero, então o veta de uma call costuma ser negativo. É uma grega de segunda ordem que ajuda a antecipar como a exposição à volatilidade vai se comportar. O resultado sai por ano e por dia, para uma call sem dividendos. Informe o preço à vista, o strike, a taxa de juros, o prazo em anos e a volatilidade.
Dual Delta de Opção de Compra
Calcula o dual delta de uma opção de compra: a sensibilidade do prêmio em relação ao preço de exercício, ou seja, dC/dK. Enquanto o delta comum mede a reação ao preço do ativo, o dual delta mede o quanto a opção mudaria se o strike fosse um pouco diferente. Para uma call ele vale −e^(−rT)·N(d2) e tem leitura prática: em módulo, aproxima a probabilidade neutra ao risco de a opção terminar dentro do dinheiro. Informe o preço à vista, o strike, a taxa de juros, o prazo em anos e a volatilidade.
Lambda de Opção (Elasticidade)
Calcula o lambda de uma opção de compra, também chamado de ômega ou elasticidade: a variação percentual do prêmio para cada variação de um por cento no preço do ativo. É o delta multiplicado por S/C, e mede a alavancagem embutida na opção. Um lambda de 6, por exemplo, indica que a opção se move, em termos percentuais, cerca de seis vezes mais rápido que a ação, o que explica por que opções amplificam ganhos e perdas. Informe o preço à vista, o strike, a taxa de juros, o prazo em anos e a volatilidade.
Preço de Opção Cambial de Venda (Garman-Kohlhagen)
Precifica uma opção de venda cambial pelo modelo de Garman-Kohlhagen, a versão do Black-Scholes para o mercado de moedas. Assim como na call, a taxa de juros estrangeira entra como um dividendo contínuo sobre a moeda-base: o prêmio é K·e^(−rd·T)·N(−d2) − S·e^(−rf·T)·N(−d1). O termo do strike é descontado pela taxa doméstica e o termo à vista pela estrangeira. Serve para proteger contra a queda de uma moeda ou especular nessa direção. Informe a taxa à vista, o strike, os juros doméstico e estrangeiro, o prazo em anos e a volatilidade.
Epsilon de Opção (Sensibilidade ao Dividendo)
Calcula o epsilon de uma opção de compra, também chamado de psi: a sensibilidade do prêmio à taxa de dividendos contínua do ativo, ou seja, dV/dq. Quanto maior o dividendo esperado, menor o valor da call, porque parte do retorno do ativo escapa para quem detém a ação, e não para quem detém a opção. Por isso o epsilon de uma call é negativo e vale −S·T·e^(−qT)·N(d1). É a grega que liga a precificação ao yield de dividendos. Informe o preço à vista, o strike, a taxa de juros, o prazo em anos e a volatilidade.
Vera de Opção (DvegaDrho)
Calcula o vera de uma opção, também chamado de rhova: uma grega cruzada de segunda ordem que mede quanto o vega muda quando a taxa de juros se move, ou seja, a derivada do vega em relação a r. É uma sensibilidade obscura, usada por mesas que precisam entender como a exposição à volatilidade interage com mudanças de juros. A forma fechada é −vega·√T·d1/σ, fácil de errar: a versão correta usa d1, não o produto d1·d2. Informe o preço à vista, o strike, a taxa de juros, o prazo em anos e a volatilidade.
Expected Shortfall (CVaR) Paramétrico
Calcula o Expected Shortfall (ES), também conhecido como CVaR, pelo método paramétrico gaussiano. Enquanto o VaR responde qual a perda mínima nos piores casos, o ES vai além e responde qual a perda média quando o pior acontece, somando o que está na cauda além do VaR. A fórmula é −μ + σ·φ(Φ⁻¹(c))/(1−c), com Φ⁻¹ a inversa da normal. É uma medida de risco coerente, exigida por Basileia, justamente porque captura a gravidade das perdas extremas. Informe o retorno médio, o desvio-padrão dos retornos e o nível de confiança.
Bond Equivalent Yield (BEY)
Calcula o Bond Equivalent Yield (BEY) de um instrumento de desconto, como uma letra do tesouro vendida abaixo do valor de face. A fórmula anualiza o ganho percentual sobre o preço pago em base de 365 dias: BEY = ((F − P)/P)·(365/t). Ela permite comparar, na mesma régua, um papel de desconto com um título que paga cupom. Cuidado para não confundir com o bank discount yield, que divide pelo valor de face e usa 360 dias. Informe o valor de face, o preço de compra e os dias até o vencimento.
Probabilidade de Toque (Probability of Touch)
Estima a probabilidade de que o preço de um ativo toque um determinado nível (barreira) antes do vencimento, usando a aproximação do princípio da reflexão: cerca de duas vezes a probabilidade de terminar além da barreira, 2·N(−|d|), com d = ln(H/S)/(σ√T). É a conta de cabeça que traders usam para opções com barreira e para julgar a chance de um stop ser acionado. Vale para a hipótese de deriva nula; com juros altos a probabilidade real fica um pouco maior. Informe o preço à vista, o nível da barreira, a volatilidade e o prazo.
Trava Borboleta de Calls (Long Butterfly)
Calcula o resultado de uma trava borboleta de calls (long butterfly): comprar uma call de strike baixo, vender duas de strike central e comprar uma de strike alto, com strikes igualmente espaçados. É uma aposta de que o ativo vai ficar parado perto do strike central até o vencimento. A ferramenta retorna o custo líquido (débito), o lucro máximo, a perda máxima (limitada ao débito) e os dois pontos de equilíbrio. Informe os três strikes e os três prêmios das calls.
Compra de Straddle (Long Straddle)
Calcula o custo e os pontos de equilíbrio de uma compra de straddle: comprar uma call e uma put no mesmo strike e vencimento. É a aposta clássica em volatilidade — você lucra se o ativo se mover bastante para qualquer lado, não importa a direção, e perde no máximo o prêmio pago se ele ficar parado. A ferramenta soma os dois prêmios e calcula a que distância do strike o ativo precisa chegar para empatar. Informe o strike e os prêmios da call e da put.
Compra de Strangle (Long Strangle)
Calcula o custo e os pontos de equilíbrio de uma compra de strangle: comprar uma put de strike menor e uma call de strike maior, ambas fora do dinheiro. É uma aposta em volatilidade mais barata que o straddle, porque os prêmios das opções fora do dinheiro custam menos — em troca, o ativo precisa se mover mais para dar lucro. A ferramenta soma os prêmios e calcula os dois pontos de equilíbrio. Informe os strikes da put e da call e os respectivos prêmios.
Liquidação de FRA (Forward Rate Agreement)
Calcula o valor de liquidação de um FRA (Forward Rate Agreement), o contrato que trava hoje uma taxa de juros para um período futuro. No vencimento, compara-se a taxa contratada com a taxa de referência do mercado, e a diferença é paga já no início do período — por isso ela é descontada: N·(L − R)·(d/B)/(1 + L·d/B). Quando a taxa de mercado supera a contratada, quem travou ganha. Serve para proteger empréstimos e aplicações contra a variação dos juros. Informe o notional, a taxa contratada, a taxa de referência, os dias do período e a base de contagem.
Retorno Modified Dietz
Calcula o retorno de uma carteira pelo método Modified Dietz, que ajusta o resultado pelos aportes e resgates feitos no meio do período. Em vez de ignorar o caixa que entrou e saiu, ele pondera cada fluxo pelo tempo que ficou investido: R = (valor final − valor inicial − fluxo)/(valor inicial + fluxo·peso). É uma aproximação do retorno time-weighted muito usada por gestores antes da era do cálculo diário. Informe o valor inicial, o valor final, o fluxo líquido e o peso do fluxo no período.
Inflação Implícita (Breakeven Inflation)
Calcula a inflação implícita (breakeven) embutida na diferença entre um título nominal e um título indexado à inflação, pela equação de Fisher exata: (1 + nominal)/(1 + real) − 1. É a taxa de inflação que igualaria o retorno dos dois papéis — acima dela, o indexado rende mais; abaixo, o nominal. A versão exata evita o erro da aproximação simples (nominal − real), que superestima a inflação em alguns pontos-base. Informe o rendimento nominal e o rendimento real.
Condor de Calls (Long Call Condor)
Calcula o resultado de um condor de calls (long call condor): comprar uma call de strike baixo, vender duas de strikes intermediários e comprar uma de strike alto. É uma prima da borboleta com a zona de lucro mais larga: você aposta que o ativo vai ficar dentro de uma faixa, e não exatamente sobre um ponto. A ferramenta retorna o custo líquido, o lucro máximo, a perda máxima e os dois pontos de equilíbrio. Informe os quatro strikes e os quatro prêmios das calls.
Iron Condor
Calcula o resultado de um iron condor: vender uma trava de put e uma trava de call ao mesmo tempo, recebendo um crédito líquido. É a estratégia clássica de quem aposta que o ativo vai ficar de lado e quer embolsar o prêmio com risco limitado. A ferramenta usa o crédito recebido e os quatro strikes para devolver o lucro máximo (o próprio crédito), a perda máxima e os dois pontos de equilíbrio. Informe os quatro strikes e o crédito líquido recebido.
Collar (Trava de Proteção)
Calcula o resultado de um collar: manter uma ação, comprar uma put como piso de proteção e vender uma call como teto, usando o prêmio da call para bancar a put. É a forma barata de proteger um ganho sem zerar a posição — em troca, você abre mão da alta acima do teto. A ferramenta devolve o custo líquido das opções, o lucro máximo, a perda máxima e o ponto de equilíbrio. Informe o preço da ação, os strikes da put e da call e os dois prêmios.
Covered Call (Lançamento Coberto)
Calcula o resultado de um lançamento coberto (covered call): manter uma ação e vender uma call sobre ela para receber o prêmio. É a estratégia de renda mais popular do mercado de opções: você ganha o prêmio agora em troca de limitar o lucro ao strike. A ferramenta devolve o lucro máximo (se a ação for exercida), o retorno percentual nesse caso, o ponto de equilíbrio e a perda máxima. Informe o preço da ação, o strike da call vendida e o prêmio recebido.
Protective Put (Put de Proteção)
Calcula o resultado de uma protective put: manter uma ação e comprar uma put como seguro contra a queda. A put estabelece um piso para a perda, mas custa o prêmio, que sobe o ponto de equilíbrio. É o seguro mais direto de uma posição comprada: a alta continua ilimitada, a queda fica limitada. A ferramenta devolve a perda máxima e o ponto de equilíbrio. Informe o preço da ação, o strike da put e o prêmio pago.
Convexidade Efetiva (Numérica)
Calcula a convexidade efetiva de um título por diferenças finitas, reprecificando o papel para um aumento e uma queda de yield: (V− + V+ − 2·V0)/(V0·Δy²). Diferente da convexidade analítica, a efetiva funciona até para títulos com fluxo incerto, como os que têm opções embutidas, porque só precisa dos três preços. Ela complementa a duration para estimar melhor a variação de preço em grandes movimentos de juros. Informe os três preços e a variação de yield usada.
Iron Butterfly
Calcula o resultado de uma iron butterfly: vender uma call e uma put no mesmo strike central (o corpo) e comprar uma call e uma put mais afastadas (as asas), recebendo um crédito líquido. É uma aposta forte de que o ativo vai terminar exatamente no strike central, com crédito maior que o do iron condor, mas faixa de lucro mais estreita. A ferramenta devolve o lucro máximo, a perda máxima e os dois pontos de equilíbrio. Informe o strike central, a largura da asa e o crédito recebido.
Bear Put Spread (Trava de Baixa com Puts)
Calcula o resultado de um bear put spread: comprar uma put de strike alto e vender uma put de strike baixo, pagando um débito. É uma aposta de baixa com risco e custo limitados — mais barata que comprar a put sozinha, em troca de um lucro com teto. A ferramenta devolve o custo (débito), o lucro máximo, a perda máxima e o ponto de equilíbrio. Informe os dois strikes e os respectivos prêmios das puts.
Bull Put Spread (Trava de Alta com Puts)
Calcula o resultado de um bull put spread: vender uma put de strike alto e comprar uma put de strike baixo, recebendo um crédito. É uma aposta de alta (ou de lado) que embolsa o prêmio com risco limitado pela put comprada. A ferramenta devolve o crédito recebido (lucro máximo), a perda máxima e o ponto de equilíbrio. Informe os dois strikes e os respectivos prêmios das puts.
Risk Reversal (Reversão de Risco)
Calcula o prêmio líquido de uma risk reversal: comprar uma call de strike alto e vender uma put de strike baixo, montando uma posição sintética comprada no ativo. Conforme a diferença de prêmios, a estrutura sai como débito (você paga) ou crédito (você recebe) — e, quando os dois se anulam, vira a clássica reversão de custo zero. No câmbio, ela também mede a inclinação do sorriso de volatilidade. Informe os strikes da put e da call e os dois prêmios.
Preço de Título a partir do YTM
Calcula o preço de um título com cupom a partir do seu yield to maturity, trazendo a valor presente todos os cupons futuros e o valor de face: P = C·[1 − (1+i)^(−n)]/i + F·(1+i)^(−n). É a operação inversa do cálculo do YTM e a base da precificação de renda fixa. Quando o cupom supera o YTM, o título sai com ágio; quando fica abaixo, com deságio. A conta divide cupom e yield pela frequência de pagamentos. Informe o valor de face, a taxa de cupom, o YTM, os anos e os cupons por ano.
Box Spread (Arbitragem de Caixa)
Calcula o valor justo e a arbitragem de um box spread: combinar uma trava de alta com calls e uma trava de baixa com puts nos mesmos strikes, criando um payoff fixo de (Kh − Kl) na expiração, equivalente a um título sem risco. O valor justo é esse payoff descontado: (Kh − Kl)·e^(−rT). Se você montar a caixa por menos que isso, trava um lucro sem risco. A ferramenta devolve o payoff, o valor justo e a arbitragem ante o custo informado. Informe os dois strikes, a taxa, o prazo e o custo.
Spread Duration (Numérica)
Calcula a spread duration de um título por diferenças finitas, reprecificando o papel para uma alta e uma queda do spread de crédito: (V− − V+)/(2·V0·Δs). Enquanto a duration mede a sensibilidade a mudanças na taxa livre de risco, a spread duration isola a sensibilidade ao spread de crédito, o prêmio que o mercado cobra pelo risco do emissor. É essencial para gerir carteiras de crédito, onde o risco de spread costuma dominar. Informe o preço base, os preços com spread maior e menor e a variação de spread usada.
G-Spread (Spread sobre o Governo)
Calcula o G-spread, a diferença entre o yield de um título e o yield de um título do governo de prazo comparável. É a medida mais direta do prêmio de risco de crédito de um papel: quanto a mais o mercado exige para emprestar a um emissor corporativo em vez do tesouro. O resultado sai em pontos-base, a unidade padrão do mercado de crédito. Informe o yield do título e o yield do título do governo de referência.
I-Spread (Spread sobre o Swap)
Calcula o I-spread, a diferença entre o yield de um título e a taxa de swap interpolada de mesmo prazo. Ele mede o prêmio de crédito do papel contra a curva de swap, que muitos consideram uma referência melhor que a dos títulos do governo para precificar crédito. O resultado sai em pontos-base. É primo do G-spread, mas usa o swap, e não o governo, como base de comparação. Informe o yield do título e a taxa de swap de mesmo prazo.
Calendar Spread (Trava de Calendário)
Calcula o débito líquido de um calendar spread, também chamado de trava horizontal: vender uma opção de vencimento curto e comprar outra de vencimento longo no mesmo strike. A estratégia explora o fato de que a opção curta perde valor pelo tempo (theta) mais rápido que a longa. O resultado é o custo de montar a posição. Informe o prêmio da opção curta vendida e o da opção longa comprada.
Forward Sintético (Paridade Put-Call)
Calcula o preço a termo sintético implícito nos preços de uma call e uma put europeias de mesmo strike e vencimento, pela paridade put-call: F = (C − P)·e^(rT) + K. Em vez de partir do preço à vista e do custo de carregamento, ele extrai o forward diretamente do mercado de opções, o que serve para checar arbitragem entre os dois mercados. Informe os prêmios da call e da put, o strike, a taxa de juros e o prazo.
Rendimento Realizado com Reinvestimento
Calcula o rendimento composto realizado (horizon yield) de um título mantido até o vencimento, levando em conta a taxa real de reinvestimento dos cupons. Diferente do YTM, que assume que os cupons rendem à própria taxa do título, este cálculo usa a taxa que você de fato consegue ao reinvestir — daí o conceito de risco de reinvestimento. Soma o valor futuro dos cupons reinvestidos ao principal e devolve o rendimento anualizado (BEY e efetivo anual). Informe a face, o cupom por período, a taxa de reinvestimento, os períodos, o preço de compra e os períodos por ano.
Margem de Segurança (Investimento)
Calcula a margem de segurança de um investimento: o quanto o preço de mercado está abaixo do valor intrínseco estimado, em porcentagem. É o conceito central do value investing de Benjamin Graham — comprar um ativo por bem menos do que ele vale para ter uma proteção contra erros de estimativa e imprevistos. Quanto maior a margem, mais confortável a compra. Uma margem negativa indica que o preço já supera o valor estimado. Informe o valor intrínseco e o preço de mercado.
Prêmio de Risco de Mercado (ERP)
Calcula o prêmio de risco de mercado (equity risk premium): o retorno extra que se espera de investir em ações em vez da taxa livre de risco. É simplesmente o retorno esperado do mercado menos a taxa livre de risco, e funciona como o tijolo central do CAPM, multiplicado pelo beta para estimar o retorno exigido de um ativo. Quanto maior o prêmio, mais o mercado cobra para assumir o risco de renda variável. Informe o retorno esperado do mercado e a taxa livre de risco.
Spread Bid-Ask
Calcula o spread bid-ask de um ativo: a diferença entre o preço de venda (ask) e o de compra (bid), o ponto médio entre eles e o spread em porcentagem sobre esse médio. O spread é o custo invisível de negociar e uma medida direta de liquidez: papéis líquidos têm spread apertado, ilíquidos têm spread largo. Em porcentagem, ele permite comparar o custo entre ativos de preços diferentes. Informe os preços de compra e de venda.
Alíquota de Equilíbrio (Isento vs Tributável)
Calcula a alíquota de imposto de equilíbrio entre um título isento e um tributável: a alíquota na qual o rendimento líquido dos dois se iguala, t* = 1 − (yield isento / yield tributável). Acima dessa alíquota, o título isento (como uma LCI ou LCA) compensa mais; abaixo, o tributável vale a pena mesmo pagando imposto. É a conta que decide entre os dois conforme a sua faixa de tributação. Informe os rendimentos do título isento e do tributável.
Custo da Ação Preferencial
Calcula o custo do capital de uma ação preferencial: o dividendo anual fixo dividido pelo preço de mercado da ação, em porcentagem. Como a preferencial costuma pagar um dividendo constante, ela se comporta como uma perpetuidade, e seu custo é o yield desse dividendo. Esse número entra no cálculo do WACC como o custo da fatia de capital preferencial. Informe o dividendo anual e o preço da ação preferencial.
Capital Gains Yield (Rendimento de Ganho de Capital)
Calcula o capital gains yield de um ativo: a valorização percentual do preço entre o início e o fim do período, (P1 − P0)/P0. É a parte do retorno total que vem da variação de preço, sem contar os dividendos — somado ao dividend yield, dá o retorno total da ação. Serve para separar quanto do ganho veio da valorização e quanto veio dos proventos. Informe o preço inicial e o preço final.
Spread Efetivo (Microestrutura)
Calcula o spread efetivo de uma negociação: duas vezes a distância entre o preço pelo qual o negócio foi realmente fechado e o ponto médio entre a melhor compra e a melhor venda no momento. Diferente do spread cotado, que mede a diferença entre bid e ask, o efetivo captura o custo real que o investidor pagou, levando em conta onde a ordem de fato executou dentro do book. O resultado sai em valor absoluto e em porcentagem do ponto médio. Informe o preço do negócio e o ponto médio.
Turnover de Carteira (Giro)
Calcula o turnover (giro) de uma carteira ou fundo: o menor entre o total de compras e o total de vendas no período, dividido pelo patrimônio médio, em porcentagem. É a medida padrão de quanto a carteira é negociada — um turnover de 100% significa que, em média, toda a carteira foi trocada uma vez no ano. Giro alto costuma indicar mais custos de transação e impostos. Informe o total de compras, o total de vendas e o patrimônio médio.
Razão de Avaliação (Treynor-Black)
Calcula a razão de avaliação (appraisal ratio) de Treynor-Black: o alfa de um gestor dividido pelo desvio-padrão do risco residual, aquele que não é explicado pelo mercado. Ela mede a qualidade da seleção de ativos por unidade de risco específico assumido, e é a métrica central para decidir o quanto alocar a uma estratégia ativa. Quanto maior, melhor o gestor extrai retorno anormal sem se expor a risco diversificável demais. Informe o alfa e o desvio-padrão residual.
Custo do Capital Próprio (Bond Yield + Prêmio)
Estima o custo do capital próprio pelo método bond yield plus risk premium: soma ao rendimento da dívida de longo prazo da própria empresa um prêmio de risco pela diferença entre ações e títulos. É uma alternativa rápida ao CAPM, útil quando não se tem um beta confiável: se a empresa paga 8% na sua dívida e o prêmio típico de ações sobre dívida é 4%, o custo do capital próprio fica em torno de 12%. Informe o yield da dívida e o prêmio de risco.
Razão de Sterling
Calcula a razão de Sterling, uma medida de desempenho ajustada pelo drawdown. Ela divide o retorno por uma medida de quanto a carteira costuma cair de pico a vale, premiando estratégias que entregam retorno sem grandes tombos. A ferramenta mostra duas versões: a moderna, que usa o excesso de retorno sobre a taxa livre de risco dividido pelo drawdown médio, e a original de Deane Sterling Jones, que soma uma constante de dez por cento ao denominador. Informe o retorno anualizado, a taxa livre de risco e o drawdown máximo médio anual.
Implementation Shortfall (Custo de Execução)
Calcula o implementation shortfall de uma ordem de compra, o conceito de André Perold que mede a diferença entre o retorno de uma carteira no papel, executada instantaneamente ao preço de decisão, e o da carteira realmente executada com todos os custos. Ele separa o custo de execução (impacto de preço e comissões) do custo de oportunidade das ações que não foram preenchidas. O resultado sai em dinheiro, em porcentagem e em pontos-base, sempre como custo (positivo é pior). Informe o preço de decisão, o de execução, as quantidades, as comissões e o preço final.
VWAP (Preço Médio Ponderado por Volume)
Calcula o VWAP, o preço médio ponderado pelo volume de uma sequência de negócios: a soma de preço vezes volume dividida pela soma dos volumes. Diferente da média simples, o VWAP dá mais peso aos preços onde houve mais negociação, refletindo o preço médio real pago no período. Traders o usam como referência de execução — comprar abaixo do VWAP é considerado uma boa entrada. Informe as listas de preços e de volumes correspondentes, separadas por vírgula.
Máximo Drawdown a partir de Série
Calcula o máximo drawdown de uma série de valores ou preços: a maior queda percentual de um pico até o vale seguinte ao longo de todo o histórico. É a medida mais intuitiva de risco de uma estratégia — quanto, no pior momento, o investidor teria visto seu capital encolher desde o topo. Diferente da versão de dois pontos, esta percorre a série inteira e encontra o pior trecho automaticamente. Informe a série de valores separados por vírgula.
Pain Index
Calcula o pain index de uma série: a profundidade média submersa, ou seja, a média de todos os drawdowns ponto a ponto ao longo do histórico. Enquanto o máximo drawdown olha só para o pior momento, o pain index mede o sofrimento médio — quanto tempo e quão fundo a carteira passou abaixo dos seus picos. É primo do ulcer index, que usa a raiz quadrática média em vez da média simples. Informe a série de valores separados por vírgula.
Batting Average (Taxa de Acerto)
Calcula o batting average de um gestor: a porcentagem de períodos em que o retorno da carteira superou o do benchmark. Emprestado do beisebol, o conceito mede consistência, não magnitude — um gestor que bate o índice em sete de dez meses tem batting average de 70%. É útil para distinguir quem acerta com frequência de quem depende de poucos meses excepcionais. Informe as listas de retornos da carteira e do benchmark, na mesma ordem.
Market Value Added (MVA)
Calcula o Market Value Added (MVA): a diferença entre o valor de mercado total da empresa e o capital que os investidores nela aportaram. É a medida de quanta riqueza a gestão criou (ou destruiu) acima do dinheiro investido — um MVA positivo significa que o mercado avalia a empresa por mais do que custou montá-la. É a contraparte de longo prazo do EVA, que mede a criação de valor ano a ano. Informe o valor de mercado e o capital investido.
Lucro Residual
Calcula o lucro residual de uma empresa: o lucro líquido menos uma cobrança pelo uso do capital próprio, igual ao capital multiplicado pelo custo de capital exigido. A ideia é que o lucro contábil não conta a história toda — só há criação de valor quando o resultado supera o que os acionistas poderiam ganhar em outra aplicação de mesmo risco. Um lucro residual positivo indica retorno acima do custo de capital. Informe o lucro líquido, o capital próprio e o custo do capital próprio.
Tracking Error
Calcula o tracking error de uma carteira: o desvio-padrão das diferenças entre os retornos da carteira e os do benchmark, período a período. Ele mede o quanto a carteira se descola do índice de referência — um fundo indexado busca tracking error perto de zero, enquanto um fundo ativo o tem mais alto, refletindo suas apostas. É o denominador do índice de informação. Informe as listas de retornos da carteira e do benchmark, na mesma ordem, separadas por vírgula.
Information Coefficient (IC)
Calcula o information coefficient (IC): a correlação entre os retornos (ou rankings) previstos por um modelo e os efetivamente realizados. É a medida de habilidade preditiva no centro da lei fundamental da gestão ativa — um IC de zero indica previsões sem valor, e quanto mais próximo de um, melhor o sinal antecipa o futuro. Na prática, ICs reais costumam ser baixos, na casa de 0,05 a 0,15. Informe as listas de valores previstos e realizados, na mesma ordem.
Tail Ratio (Razão de Cauda)
Calcula o tail ratio de uma série de retornos: o valor absoluto do percentil 95 dividido pelo do percentil 5. Ele compara o tamanho dos ganhos extremos com o das perdas extremas — um tail ratio acima de um indica que a cauda direita (ganhos) é maior que a esquerda (perdas), um perfil assimétrico desejável. Abaixo de um, as perdas extremas dominam. É um retrato rápido da assimetria das pontas da distribuição. Informe a lista de retornos separados por vírgula.
Spread de Roll (Estimador)
Calcula o estimador de spread efetivo de Roll a partir de uma série de preços: 2 vezes a raiz da covariância serial negativa entre variações de preço consecutivas. A intuição, de Richard Roll em 1984, é que o vai e vem entre compra e venda (bid-ask bounce) cria uma correlação negativa nos retornos de curtíssimo prazo, e o tamanho dessa correlação revela o spread implícito. Quando a covariância não é negativa, o estimador é indefinido e retorna zero. Informe a série de preços.
Razão de Burke
Calcula a razão de Burke: o excesso de retorno sobre a taxa livre de risco dividido pela raiz da soma dos drawdowns ao quadrado. Diferente do Sharpe, que penaliza toda a volatilidade, a Burke foca só nas quedas, e ao elevar cada drawdown ao quadrado pune mais os tombos profundos do que os rasos. É uma das métricas de desempenho ajustado por risco de cauda. Informe o retorno da carteira, a taxa livre de risco e a lista de drawdowns em porcentagem.
Razão de Martin (UPI)
Calcula a razão de Martin, também chamada de Ulcer Performance Index (UPI): o excesso de retorno sobre a taxa livre de risco dividido pelo ulcer index. O ulcer index é a raiz quadrática média dos drawdowns, uma medida de quão fundo e por quanto tempo a carteira fica abaixo dos seus picos. A razão de Martin premia, então, o retorno obtido por unidade dessa dor de cauda. Informe o retorno da carteira, a taxa livre de risco e o ulcer index, todos em porcentagem.